Previsões para o Golden Globe

17 17UTC janeiro 17UTC 2010 at 6:50 pm | In Cinema, TV | 5 Comments
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Previsões para o Golden Globe:
(entre parênteses, minhas torcidas)

CINEMA

Filme Drama: Avatar (Inglourious Basterds)
Filme Comédia: (500) Days of Summer (Idem)
Ator Drama: George Clooney – Up in the Air (Idem)
Atriz Drama: Sandra Bullock – The Blind Side (Gabourey Sibide – Precious)
Ator Comédia: Joseph Gordon-Levitt – (500) Days of Summer (Idem)
Atriz Comédia: Meryl Streep – Julie & Julia (Idem)
Ator Coadjuvante: Christoph Waltz – Inglourious Basterds (Idem)
Atriz Coadjuvante: Mo’Nique – Precious (Vera Farmiga – Up in the Air)
Melhor direção: James Cameron – Avatar (Kathryn Bigelow – The Hurt Locker)
Melhor roteiro: Quentin Tarantino – Inglourious Basterds (Idem)
Melhor canção: “I See You” – Avatar (“Winter” – Brothers)
Melhor trilha sonora: Avatar (Onde Vivem os Monstros ou Up)
Melhor Animação: Up (Idem)
Melhor filme estrangeiro: A Fita Branca (Abraços Partidos)

TV

Melhor série drama: Mad Men (Dexter)
Melhor série comédia: 30 Rock (Modern Family)
Melhor ator drama: Jon Hamm – Mad Men (Michael C. Hall – Dexter)
Melhor atriz drama: Glenn Close – Damages (Julianna Margulies – The Good Wife)
Melhor ator comédia: Alec Baldwin – 30 Rock (Steve Carrell – The Office)
Melhor atriz comédia: Toni Collette – United States of Tara (Tina Fey – 30 Rock)
Melhor ator coadjuvante: William Hurt – Damages (Neil Patrick Harris – How I Met Your Mother ou Michael Emerson – Lost)
Melhor atriz coadjuvante: Jane Lynch – Glee (Idem)

Meme: 13 vozes

27 27UTC dezembro 27UTC 2009 at 3:08 am | In Música | 4 Comments

Até hoje só havia feito um único post aqui no blog sobre música. Coincidentemente, um meme. Anyway, o Matheus me indicou para esse meme que rola por aí: escolher 13 vozes que marcaram. Como eu desisti de ouvir bandas novas lá em 2005 ou 2006 (culpa da ascensão de Beyoncés, NX Zeros e afins), até que não foi tão difícil assim montar a lista. Check it out.

OBS: Desculpem a falta de imagens, mas esse é o primeiro post que escrevo utilizando o notebook e tenho a impressão de que nunca vou me acostumar com esse “mouse”.

*

13. Badauí – CMP22 | Desconfio: Nem considero CPM22 uma grande banda (longe disso). Mas comparando com que existe hoje em termos de “rock” brasileiro, são gênios. Escolhi “Desconfio” por um simples motivo: foi a música que causou a queda da grade do Clube Mauá, em São Gonçalo, e, consequentemente, me fez ser pisoteado.

12. Rodrigo – Dead Fish | Você: Essa sim é uma banda de rock de verdade. Nunca assisti ao vivo, o que é uma lástima, ainda mais considerando que já fui assistir a O Rappa três vezes, CPM22 duas vezes, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pitty, Nando Reis, Daniel… A escolha de “Você” é simplesmente uma questão de gosto. Poderia ter sido qualquer outra.

11. Mark Hoppus – +44 | No, It Isn’t: Quando o blink-182 acabou e Mark Hoppus e Travis Baker oficializaram que formariam uma nova banda, dei saltinhos de alegria metafóricos. Afinal, Tom DeLonge was out. E o +44 correspondeu às (minhas) expectativas. Destaco “No It Isn’t” por causa dos primeiros versos: “please understand/ this isn’t just goodbye/ this is ‘I can’t stand you‘”.

10. Avril Lavigne | Freak Out: Talvez o maior guilty pleasure que eu tenha. Reconheço a escrotice, mas não consigo deixar de gostar dos dois primeiros álbuns da mulher. E o show na Praça da Apoteose, no Rio, foi sensacional (apesar de terem me roubado todos os R$ 50 que eu tinha pro táxi). “Freak Out” é a melhor música dela. Period.

09. Greg Graffin – Bad Religion | New America: Considero uma das melhores bandas da história. Se bem que pra isso não é necessário muito esforço. Basta ter boas letras e tocar bem. E isso o Bad Religion faz de sobra. Escolhi “New America” porque é uma música “bonitinha”, com uma mensagem “bonitinha”.

08. Johnathon Schaech -  The Wonders | That Thing You Do!: Claro que tinha que ter alguma coisa relacionada a cinema, right? “The Wonders – O Sonho Não Acabou”, dirigido pelo meu ator preferido, Tom Hanks, ainda é um dos meus filmes preferidos, mesmo 13 anos depois de seu lançamento. A música ‘That Thing You Do!”, título do filme em inglês, nem é a melhor da “banda”, mas é a que representa o filme, tendo sido até indicada ao Oscar. Aliás, baixem a trilha sonora porque vale a pena! (Observação: até hoje nunca descobri se era mesmo o Johnathon Schaech cantando ou se ele estava sendo dublado por outra pessoa. Para facilitar isso aqui, consideremos que é ele. Obrigado.)

07. Dexter Holland – The Offspring | “The Kids Aren’t Alright”: Quem nunca cantou nenhuma vez um “give it to me, baby – aham, aham” ou “You’re under 18, you won’t be doing any time” ou está mentindo, ou não viveu nos anos 90 ou é louco. Não era (é?) uma banda exemplar, sinônimo de música boa, mas divertiu muita gente, incluíndo myself. “The Kids Aren’r Alright” talvez seja o single menos conhecido entre os mais conhecidos, mas é o meu preferido.

06. Kurt Cobain – Nirvana | Territorial Pissings: “GOTTA FIND A WAY, FIND A WAY, WHEN I’M THEEEEERE!/ GOTTA FIND A WAY, BETTER WAAAY, BETTER WAAAAAAAAAAIT!!” Auto-explicação.

05. Tom DeLonge – blink-182 | Untitled: Já mencionei aqui que não gosto do Tom DeLonge. Aliás, detestava 90% das músicas do blink-182 cantadas por ele. Mas “Untitled” é sensacional mesmo com a voz dele. Merece seu lugarzinho nesse top 13.

04. Scott Selers – Rufio | A Simple Line: Dentre todas as vozes que compõem esse meme, a de Scott Selers foi a única que foi direcionada a mim. Explico: Eu e Sellers trocamos umas palavrinhas depois do show de despedida da banda, feito no Circo Voador, no Rio. Eu perguntei se aquele era mesmo o último show, ele disse que sim (mentira) e que eles pensavam em seguir outros projetos (outra mentira) e eu fui feliz e contente pra casa com o pôster, o adesivo, o bottom e a camisa que eu roubei de cima do palco quando fui pular do palco (a título de curiosidade: ninguém me segurou e eu caí no chão. Mas não quebrei nada). Ah, é. Ele também é meu amigo no Orkut. A música escolhida, “A Simple Line” resume bem o porquê de eu ter desistido da música. Por isso ela está aqui. Por isso e pelo fato de ser a minha preferida da banda.

03. Jared Reddick – Bowling for Soup | Val Kilmer: BFS é uma das minhas bandas preferidas por causa da descontração das letras, maioria delas escritas por Jared Reddick. Fora que é engraçado ver quatro caipiras gordos do Texas como astros de rock. Enfim, “Val Kilmer” tem uma estrofezinha muito legal sobre o ator-titulo. Reproduzi-la-ei: “All apologies to Kevin Costner and that chick from ‘Monster’/ Give me Adam Sandler, Will Ferrell, Belushi and even Val Kilmer/ He was funny at ‘Real Genious’/ (What about ‘Top Gun’? No, ‘Top Gun wasn’t funny. Whatever!)/ ‘Top Secret’ was funny too, BUT HE SUCKED AS BATMAN!” Como eu concordo com tudo!

02. Chris Cornell – Audioslave | Dandelion: Chris Cornell talvez seja o melhor cantor em atividade hoje lá na América. Ainda acho que ele fez uma cagada catastrófica ao deixar o Audioslave pra seguir carreira solo, mas os três álbuns da banda estão aí para todos ouvirem. “Dandelion” é foda – motivo pela qual ela está aqui representando Cornell.

01. Billie Joe – Green Day | Hitchin’ a Ride: Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Cool são ídolos. Carreira de 20 anos e em nenhum momento eles se perderam. Cada álbum tem características únicas. Escolhi “Hitchin’ a Ride”, do álbum “Nimrod” para representar minha banda favorita ever porque foi a primeira música do Green Day que eu ouvi na vida, lá em 1997 ou 1998. FODa.

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That’s it. Duvido que vá aparecer alguém aqui dizendo “OMG, temos gosto parecido”, mas não ligo. Não indicarei nenhum outro blog porque TODOS já fizeram isso. Então, a menos que algo saia do lugar no universo e eu decida falar sobre música aqui, o próximo post sobre o assunto deve ser mesmo o próximo meme que este blog receber, daqui a uns 4 anos. Até lá, que tal ouvirmos um pouco de Green Day?

Lua Nova/Atividade Paranormal

23 23UTC dezembro 23UTC 2009 at 2:53 am | In Cinema | 6 Comments
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Hoje eu vou falar sobre dois filmes que já estrearam há algum tempo, mas que foram negligenciados por esse blogueiro. São eles Lua Nova e Atividade Paranormal. Ambos foram sucesso de bilheteria – o que não quer dizer absolutamente nada em termos de qualidade -, mas nem tanto de crítica.

Lua Nova [New Moon, Chris Weitz, 2009]: É notório o esforço do diretor Chris Weitz em dar um pouco de conteúdo à Saga Crepúsculo. Afinal, apesar da quantidade absurda de fãs, a crítica não perdoou o primeiro filme, dirigido por Catherine Hardwicke. Entretanto, o diretor não tem muito o que fazer, já que o roteiro que tem em mãos é tão porco quanto o livro que o deu origem. Contudo, ele se beneficiou da ausência de Robert Pattinson (terrível) durante boa parte da projeção e deu mais destaque a Taylor Lautner. Não que este seja um bom ator ou algo do tipo, mas supera Pattinson de lavada – o que, convenhamos, não é lá tão difícil. O filme conta basicamente a mesma estória do primeiro: Bella envolve-se com um rapaz não-humano e essa relação coloca sua vida em risco. Não há nenhum esforço de originalidade no longa, que se afoga nos clichês e nos horrendos diálogos (que, segundo me disseram, foram chupados do livro). Kristen Stewart, que, reafirmo, é uma atriz promissora, está sofrendo da “síndrome Julia Roberts”: o sucesso subiu à cabeça da moça e só o que temos dela são atuações de uma estrela hollywoodiana, não de uma atriz. Uma pena para ela. Quanto à tal saga, gostaria que fosse encerrada por aqui, mas como os milhões de dólares de bilheteria vêm antes da minha vontade, torço para que, pelo menos, tenhamos um filme decente no ano que vem. O cinema agradece.

Atividade Paranormal [Paranormal Activity, Oren Peli, 2009]: Basicamente, é aquilo tudo que você já viu em filmes como A Bruxa de Blair, Cloverfield e Quarentena. Atividade Paranormal é mais uma prova de que os falsos documentários vieram para ficar. Apesar de o longa de Oren Peli não ser um Cloverfield e muito menos um A Bruxa de Blair, acerta ao ir pelo mesmo caminho desses dois: o fato de que o medo reside no desconhecido. A partir do momento que você sabe do que se trata, o medo acaba e é por isso que Atividade Paranormal se sai tão bem: em nenhum momento sabemos o que assombra a casa. E ainda que o final seja bastante artificial e até mesmo incoerente, não estraga o bom trabalho feito durante o resto da projeção. Não é uma obra-prima, mas vale a pena ser visto.

Dexter – 4ª Temporada

18 18UTC dezembro 18UTC 2009 at 2:45 am | In TV | 3 Comments
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*Com spoilers, obviamente.

Em três temporadas, Dexter seguiu uma fórmula básica: a personagem-título conhece alguém, confia nesse alguém, conta seu segredo para esse alguém e termina por matar esse alguém. Foi assim com Brian Moser, Lila e Miguel Prado. A fórmula desgastou-se e, nessa quarta temporada, tanto Dexter quanto os produtores aprenderam com os erros do passado. Dessa vez, o antagonista de Dexter é Trinity (ou Arthur Mitchell) um serial killer – como ele – que usa a família como escudo para não ser pego – como ele. E é na tentativa de Dexter em aprender com quem é mais experiente que a temporada se baseia.

Ainda que muito tenha evoluído em comparação com a temporada anterior, a série ainda necessita de tramas melhores para seus excelentes coadjuvantes. Se no ano passado vimos Batista em um romance com uma policial (que acabou morta), dessa vez foi Quinn quem entrou em um relacionamento com uma repórter. Ambos sem grande relevância para a série. E ainda que Christine, a repórter, tenha revelado-se filha de Trinity, a temporada teria ido muito bem sem ela. Isso sem contar os inúmeros episódios em que ficamos esperando algo de bom sair do namoro entre Batista e LaGuerta, ainda mais pelas ameaças de fim de carreira para os dois, mas a única coisa que tivemos foi um casamento. E daí? Daí nada. É inútil assim mesmo.

E quanto ao final, hein? O assunto da semana nas redes sociais da vida foram os dois minutos que encerraram “The Getaway”. Dexter encontra Rita morta na banheira (assassinato cometido por Trinity que, por sua vez, foi assassinado por Dexter) e seu filho sentado numa poça de sangue. É, foi tudo feito para fazer um paralelo com a situação vivida por Dexter na infância, mas, como bem lembrou o Pablo Villaça em seu blog, a criança ficou o dia inteiro sentado no sangue sem se mexer? OK, relevemos.

E quanto à morte de Rita, é uma decisão interessante em dois aspectos: primeiro que a partir de agora, Dexter terá que seguir um caminho diferente daquele traçado por Harry se quiser evitar que seu filho seja traumatizado pelo ocorrido, o que poderá render uma maravilhosa quinta temporada. Agora, pelo lado negativo, a morte de Rita acaba com minhas esperanças de ver algo que esperei desde o piloto da série: Dexter sendo descoberto e sendo entregue às autoridades pela própria esposa, papel que agora deve ser de Debra. Paciência.

A temporada foi extremamente eficiente: tensa, dramática e engraçada exatamente quando precisou. O Dexter de hoje, definitivamente, não é o Dexter do primeiro ano. E certamente não será o mesmo no ano que vem. Se o nascimento de um filho o mudou de um jeito que ele não esperava, podemos acreditar que a morte da esposa trará consequências ainda maiores para o serial killer.

Mas, então, a quinta temporada já tem data?

MVP: Michael C. Hall, como sempre, mostrou que a série tem dono e esse dono é ele. Mas, assim como sua personagem, teve um concorrente à altura: John Lithgow. Só a cena da morte de Trinity valeria indicação a qualquer Emmy desses. Destaquemos ainda a evolução de Jennifer Carpenter desde o início da série. Sua atuação em “Dirty Harry” foi absolutamente brilhante!

Golden Globes 2010

16 16UTC dezembro 16UTC 2009 at 4:16 am | In Cinema, TV | 1 Comment
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A lista saiu, muita gente ficou contente, muita gente deu chilique. Nas categorias de cinema, nada fora do que todo mundo já esperava. Avatar e Guerra ao Terror vão brigar pelos prêmios de melhor filme drama e melhor direção, Bastardos Inglórios deve levar o prêmio de ator coadjuvante para Christoph Waltz e – who knows? -, o de roteiro para o Tarantino. Na TV, Glee continua overrated, tendo conseguido quatro indicações. Modern Family – aka melhor comédia da tv atualmente – entrou na briga pela formalização do título. Mas eu não ligo para nada disso. A cerimônia de entrega dos Golden Globes, dia 17 de janeiro, é aguardada com grande expectativa por mim por causa de um duelo. O duelo das fodonas.

Glenn Close x Julianna Margulies.

Até o dia 17.

Os 20 melhores filmes da década – Parte 2

14 14UTC dezembro 14UTC 2009 at 12:52 am | In Cinema | 5 Comments
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Fechando a lista, meus dez filmes preferidos da década. Sinto comentários raivosos vindo em minha direção devido à ausência de um certo épico do Peter Jackson, mas já adianto que eu não sou fã do(s) filme(s) e, tirando a parte técnica, nada me chama a atenção. Hora da lista. Shall we?

OS VINTE MELHORES FILMES DA DÉCADA – PARTE 2

10. Pequena Miss Sunshine [Little Miss Sunshine, Jonathan Dayton & Valerie Faris, 2006]

Richard: Sarcasm is the refuge of losers.
Frank: It is? Really?
Richard: Sarcasm is losers trying to bring winners down to their level.
Frank: Wow, Richard, you’ve really opened my eyes to what a loser I am. How much do I owe you for those pearls of wisdom?
Richard: Oh, that ones on the house.

09. Oldboy [Idem, Chan-wook Park, 2003]

Dae-su Oh: Revenge is good for your health, but pain will find you again.

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08. E Tua Mãe Também [Y Tu Mamá También, Alfonso Cuarón, 2001]

Julio: Truth is cool but unattainable… the truth is totally amazing, but you can’t ever reach it.

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07. Ensaio Sobre a Cegueira [Blindness, Fernando Meirelles, 2008]

Man with the Black Eye Patch: I know that part inside you with no name, and that’s who we are, right?

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06. Sangue Negro [There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson, 2007]

Daniel Plainview: Drainage! Drainage, Eli! Drained dry, you boy! If you have a milkshake and I have a milkshake and I have a straw and my straw reaches across the room and starts to drink your milkshake. I drink your milkshake! I drink it up!

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05. O Grande Truque [The Prestige, Christopher Nolan, 2006]

Cutter: Every great magic trick consists of three parts or acts. The first part is called “The Pledge”. The magician shows you something ordinary: a deck of cards, a bird or a man. He shows you this object. Perhaps he asks you to inspect it to see if it is indeed real, unaltered, normal. But of course… it probably isn’t. The second act is called “The Turn”. The magician takes the ordinary something and makes it do something extraordinary. Now you’re looking for the secret… but you won’t find it, because of course you’re not really looking. You don’t really want to know. You want to be fooled. But you wouldn’t clap yet. Because making something disappear isn’t enough; you have to bring it back. That’s why every magic trick has a third act, the hardest part, the part we call “The Prestige”.

04. Dogville [Idem, Lars Von Trier, 2003]

Narrator: How could she ever hate them for what was at bottom merely their weakness? She would probably have done things like those to be fallen her if she had lived in one of these houses. To measure them by her own yardstick as her father put it. Would she not, in all honesty, have done the same as Chuck and Vera and Ben and Mrs Henson and Tom and all these people in their houses? Grace paused. – - – And all of a sudden she knew the answer to her question all too well. If she had acted like them she could not have defended a single one of her actions and could not have condemned them harshly enough. It was as if her sorrow and pain finally assumed their rightful place. No. What they had done was not good enough. And if one had the power to put it to right it was one’s duty to do so – for the sake of other towns, for the sake of humanity. And not least for the sake of the human being that was grace herself.

03. Donnie Darko [Idem, Richard Kelly, 2001]

Donnie: Do you want your sister to lose weight? Tell her to get off the couch, stop eating twinkies and maybe go out for field hockey. You know what? No one ever knows what they want to be when they grow up. You know it takes a little, little while to find that out, right, Jim? And you… yeah, you. Sick of some jerk shoving your head down the toilet? Well, you know what? Maybe… you should lift some weights, or uh, take a karate lesson and the next time he’s tries to do it, you kick him in the balls.

02. WALL-E [Idem, Andrew Stanton, 2008]

EVE: Name?
WALL-E: WALL-E.
EVE: WALL-E?
EVE: EVE.
WALL-E: Eeee…
EVE: EVE.
WALL-E: Eeeee… aah.
EVE: “EVE”! “EVE”!
WALL-E: Eeeee… va?

01. Cidade de Deus [Fernando Meirelles, 2002]

Zé Pequeno: Dadinho é o caralho! Meu nome agora é Zé Pequeno!

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“Oh, meu Deus! Esse cara é louco! Cadê ‘Senhor dos Anéis’? E ‘O Segredo de Brokeback Mountain’? E ‘As Horas’? E ‘Juno’? E ‘High School Musical’? E…”

Nós já sabemos que listas são polêmicas. Então, em vez disso aí de cima, poste a sua própria listinha nos comentários e discutamos. OK? Os critérios foram totalmente subjetivos, indo de preferências pessoais (Ensaio Sobre a Cegueira, E Tua Mãe Também) a filmes dos quais não sou tão fã assim, mas que foram importantes (O Tigre e o Dragão, 21 Gramas).

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Agora, olhando essa lista não dá para dizer que foi uma década ruim para o cinema.

Os 20 melhores filmes da década – Parte 1

13 13UTC dezembro 13UTC 2009 at 2:33 am | In Cinema | 6 Comments
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Era para ser uma lista de 50 filmes e estava no 86 quando decidi que somente os filmes que realmente marcaram a década deveriam estar aqui. Claro que a sua educada opinião é bem-vinda nos comentários, mas pede-se que não se utilize de palavras feias e ofensas à minha pessoa como argumento para a contestação da lista como alguns fizeram no post anterior (até porque nenhum deles será aceito, so don’t bother).

Enfim, cheguei ao número de vinte filmes, que serão divididos em dois posts para isso não ficar gigante. Também por esse motivo, nada de textos enormes explicando o porquê da presença de tal longa aqui, até porque eles falam por si. Minha idéia original era colocar quotes dos filmes, mas desde ontem eu já vi isso em uns quatro blogs. Whatever, fá-lo-ei assim mesmo (em inglês, já que não sou poliglota). À lista.

OS VINTE MELHORES FILMES DA DÉCADA – PARTE 1


20. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças [Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004]

Clementine: Am I ugly?
Joel: Uh-uh.
Clementine: When I was a kid, I thought I was. I can’t believe I’m crying already. Sometimes I think people don’t understand how lonely it is to be a kid, like you don’t matter. So, I’m eight, and I have these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine, and I keep yelling at her, “You can’t be ugly! Be pretty!” It’s weird, like if I can transform her, I would magically change, too.

19. Billy Elliot [Idem, Stephen Daldry, 2000]

Tutor: What does it feel like when you’re dancing?
Billy: Don’t know. Sorta feels good. Sorta stiff and that, but once I get going… then I like, forget everything. And… sorta disappear. Sorta disappear. Like I feel a change in my whole body. And I’ve got this fire in my body. I’m just there. Flyin’ like a bird. Like electricity. Yeah, like electricity.

18. 21 Gramas [21 Grams, Alejandro González Iñárritu, 2003]

Paul Rivers: How many lives do we live? How many times do we die? They say we all lose 21 grams… at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?

17. Adeus, Lênin! [Good Bye Lenin!, Wolfgang Becker, 2003]

Alex: The country my mother left behind was a country she believed in; a country we kept alive till her last breath; a country that never existed in that form; a country that, in my memory, I will always associate with my mother.

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16. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain [Le fabulex destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet, 2001]

Narrator: On September 3rd 1973, at 6:28pm and 32 seconds, a bluebottle fly capable of 14,670 wing beats a minute landed on Rue St Vincent, Montmartre. At the same moment, on a restaurant terrace nearby, the wind magically made two glasses dance unseen on a tablecloth. Meanwhile, in a 5th-floor flat, 28 Avenue Trudaine, Paris 9, returning from his best friend’s funeral, Eugène Colère erased his name from his address book. At the same moment, a sperm with one X chromosome, belonging to Raphaël Poulain, made a dash for an egg in his wife Amandine. Nine months later, Amélie Poulain was born.

15. Batman – O Cavaleiro das Trevas [The Dark Knight, Christopher Nolan, 2008]

The Joker: Wanna know how I got these scars? My father was… a drinker. And a fiend. And one night he goes off crazier than usual. Mommy gets the kitchen knife to defend herself. He doesn’t like that. Not-one-bit. So – me watching – he takes the knife to her, laughing while he does it! Turns to me, and he says, “why so serious, son?” Comes at me with the knife… “Why so serious?” He sticks the blade in my mouth… “Let’s put a smile on that face!” And.. Why so serious?

14. Ratatouille [Idem, Brad Bird, 2007]

Anton Ego: In many ways, the work of a critic is easy. We risk very little yet enjoy a position over those who offer up their work and their selves to our judgment. We thrive on negative criticism, which is fun to write and to read. But the bitter truth we critics must face, is that in the grand scheme of things, the average piece of junk is probably more meaningful than our criticism designating it so. But there are times when a critic truly risks something, and that is in the discovery and defense of the new. The world is often unkind to new talent, new creations, the new needs friends. Last night, I experienced something new, an extraordinary meal from a singularly unexpected source. To say that both the meal and its maker have challenged my preconceptions about fine cooking is a gross understatement. They have rocked me to my core. In the past, I have made no secret of my disdain for Chef Gusteau’s famous motto: Anyone can cook. But I realize, only now do I truly understand what he meant. Not everyone can become a great artist, but a great artist can come from anywhere. It is difficult to imagine more humble origins than those of the genius now cooking at Gusteau’s, who is, in this critic’s opinion, nothing less than the finest chef in France. I will be returning to Gusteau’s soon, hungry for more.

13. Os Excêntricos Tenenbaums [The Royal Tenenbaums, Wes Anderson, 2001]

Eli Cash: I always wanted to be a Tenenbaum.

Royal Tenenbaum: Me too, me too.

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12. Filhos da Esperança [Children of Men, Alfonso Cuarón, 2006]

Theo: I can’t really remember when I last had any hope, and I certainly can’t remember when anyone else did either. Because really, since women stopped being able to have babies, what’s left to hope for?

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11. O Tigre e o Dragão [Wo hu cang long, Ang Lee, 2000]

Li Mu Bai: Crouching tigers and hidden dragons are in the underworld… but so are human feelings.

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Está revoltado que o seu filme favorito não apareceu aqui? Duas possibilidades para você: ou ele será totalmente ignorado por este escriba ou estará presente na segunda parte, a ser publicada qualquer dia desses. Aguarde. Agradecimentos ao IMDb.

As séries da década

9 09UTC dezembro 09UTC 2009 at 4:23 am | In TV | 3 Comments
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Final de mês, final de ano e, se ignorarmos esse negócio de que a contagem da História começou no ano 1, final de década. Tudo isso leva a um monte de blogs montando suas listas de melhores isso e piores aquilo. Óbvio que eu não ficaria de fora.  Por isso, apresento agora as…

DEZ MELHORES SÉRIES DA DÉCADA!

10. Damages
Lembro que quando dei uma lida superficial na sinopse pensei comigo mesmo: “merda, mais uma série de advogados!”. Mal sabia eu que Damages iria muito além da simples disputa no tribunal. Partindo do princípio de que ninguém é completamente bom ou completamente mau, o seriado construiu em duas temporadas sua reputação de thriller jurídico em cima de diálogos sensacionais. E há de se fazer uma menção especial à Glenn Close – maravilhosa -, grande estrela da série e vencedora do Emmy pelas duas temporadas.

9. 30 Rock
Por falar em Emmy, a nona posição vai para a série mais premiada da atualidade. Tina Fey apostou tudo num seriado que mostra os bastidores de um programa de variedades no estilo Saturday Night Live, seu antigo programa. Além de seus roteiros com piadas geniais saindo por todos os poros, Fey ainda teve uma epifania e trouxe para co-estrelar 30 Rock o grande ator Alec Baldwin. Juntos, os dois levaram cinco Emmys de atuação (Baldwin pelas três temporadas e Fey pelas duas primeiras). O prestígio é tanto que nomes como Oprah Winfrey, Whoopi Goldberg, Jerry Seinfeld, Jennifer Aniston e até o ex-vice-presidente americano Al Gore já participaram de episódios.

8. Dexter
Um serial killer como mocinho de uma série de televisão era algo impensável até bem pouco tempo atrás. Algo que a minha mãe descreveria como “coisa que não se fazia”. Mas Dexter mudou tudo ao trazer uma personagem que, apesar de assassina, é carismática como poucos “bonzinhos” da televisão. Grande parte do sucesso deve-se, é claro, à brilhante atuação de Michael C. Hall, grande ator, mas que nunca foi reconhecido como deveria. Fora isso, Dexter reacendeu a discussão sobre a pena de morte, tratada direta e indiretamente dentro da própria série.

7. 24
Uma série que trata sobre combate ao terrorismo estreando logo após os atentados de 11 de Setembro. Até a Fox apostava que não daria em nada. Porém, em vez de rejeição por parte do público americano, a série foi aclamada pela crítica e abraçada pelo público que, ainda amedontrado pelas ameaças terroristas, via em Jack Bauer algum tipo de proteção. Criticada por muitos por suas posições políticas, por sua representação dos “inimigos”, como russos e árabes e por suas cenas de tortura, 24 conseguiu conquistar fãs por todo o mundo.

6. The Office (EUA)
Podemos apontar The Office, tanto a versão UK quanto a USA, como a grande responsável pelo sucesso de duas fórmulas, hoje já bastante propagadas na televisão: o formato mockumentary e o humor de vergonha alheia. Incontáveis programas foram criados posteriormente por causa do que The Office conquistou. Mas o que difere a versão inglesa da americana é que a última utiliza cada integrante do elenco de maneira única e de uma forma tão sutil que às vezes passa despercebido, mas que não deixa de ser genial. Sexto lugar honroso para Michael Scott e seus funcionários!

5. Lost
Por revolução e fórmula de sucesso, a quinta posição da lista vai para Lost. Poderia apontar como grande diferencial da série a sua premissa, seu elenco, seu formato e por aí vai (até porque, de 2005 até hoje, toda temporada surge a “nova Lost“, tentando pegar carona no sucesso do seriado). Porém, a série de J.J. Abrams expandiu-se. Saiu da TV e foi para os computadores, videogames, livros etc. A brilhante utilização de outras mídias serviu não só como forma de divulgação, mas também como um meio de ganhar dinheiro. Sem contar o piloto mais sensacional da história da TV, né?

4. Arrested Development
Para muitos – eu orgulhosamente incluído – a melhor e mais genial comédia da história. Começando pelo elenco maravilhoso (Portia de Rossi, Jason Bateman, Will Arnett, David Cross…), passando pela cínica e hilária narração de Ron Howard e finalizando com um monte de participações especiais inesquecíveis, como Liza Minelli (a outra Lucille), Charlize Theron (a britânica retardada), Amy Poehler (noiva de GOB cujo nome nunca foi revelado) e Julia Louis-Dreyfus (a advogada cega). O grande acerto de Arrested Development, aquilo que criou uma legião de fãs fiés, foi também o que causou o cancelamento da série após três temporadas: a quantidade enorme de piadas internas, como as Chicken Dances que ilustram esse texto. Perder um episódio da primeira temporada poderia significar não entender alguma piada da terceira. No entando, para os verdadeiros fãs, cada um dos 53 episódios foi único, assim como as personagens – fixas ou recorrentes. Como não lembrar do médico que dava notícias boas fazendo soar como se a pessoa tivesse morrido ou do advogado autor do blog “Bob Loblaw Law’s blog“? Repito: MELHOR. COMÉDIA. EVER.

3. Battlestar Galactica
Começou como um simples remake de um seriado sci-fi dos anos 80. A minissérie de 2003 virou série um ano depois e, a partir daí, começava a jornada dos sobreviventes do ataque nuclear às 12 Colônias em busca da Terra. Utilizando o espaço, Battlestar Galactica usou e abusou das metáforas para analisar política, economia, racismo, fanatismo religioso, entre outros temas importantes da sociedade. Elenco excelente (com Mary McDonnell e Edward James Olmos liderando), efeitos visuais e sonoros de nível cinematográfico e uma estória envolvente que culminou em um final emocionante, chocante e inteligente. Para assistir e refletir.

2. The Sopranos
Ignoremos o fato de a primeira temporada ter sido exibida em 1999 e consideremos que esta é uma série da década atual, ok? The Sopranos teve um piloto maravilhoso, um series finale maravilhoso e, entre os dois, um mafioso com mommy issues tentando controlar suas duas famílias, enquanto busca respostas para seus problemas de saúde e para a vida em geral. David Chase entregou ao mundo uma obra-prima que, tal qua Battlestar Galactica, analisou cada assunto da sociedade contemporânea – só que do ponto de vista de um gângster. Se você ainda não assistiu, faça de The Sopranos sua prioridade número 2 porque a número 1 deve ser…

1. Six Feet Under
Encho o peito para dizer com todas as letras:  a melhor série da história. Uma família composta por pessoas completamente diferentes que, por ser dona de uma funerária, lida com a morte todos os dias, mas não sabe o que fazer quando um deles morre em um acidente de carro. Criada por Alan Ball – o gênio por trás do roteiro de Beleza Americana e de uma das séries de maior sucesso da atualidade, True BloodSix Feet Under não teve um único episódio abaixo do espetacular. Destaco, obviamente, a series finale. O episódio “Everyone’s Waiting” levou às lágrimas 99,99% dos fãs com seu final chocante, ainda que bastante coerente com o enredo da série. Linda, brilhante, obra-prima… E eu poderia fazer um post único só com adjtivos para a melhor série da década.

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Antes de encerrar, gostaria de citar algumas séries que, apesar de não terem entrado no Top 10, merecem reconhecimento pelo que fizeram: How I Met Your Mother, House, Modern Family, Veronica Mars, In TreatmentMy Name Is Earl, Weeds e – como um agrado a mim mesmo – The 4400.

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OBS.: Antes que reclamem das ausências de séries como Mad Men, Breaking Bad, The Shield, The Closer e The Wire, aviso que nunca dei a devida atenção a esses seriados e até acredito que poderiam estar na lista. Sei que sou um herege.

2512

21 21UTC novembro 21UTC 2009 at 5:38 am | In Cinema | 2 Comments
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Com exceção de Lua Nova, que tenho certeza que TODOS esperam ser uma bomba das grandes, os dois filmes estreantes do mês que mais criaram expectativa foram 500 Dias com Ela e 2012. Uma pena que somente um deles correspondeu.

500 Dias com Ela [(500) Days of Summer, Marc Webb, 2009]: O famoso diretor de videoclipes Marc Webb estreia no cinema com uma comédia romântica fora do comum, que já no início se define como não sendo uma estória de amor. Em um gênero tão desgastado quando este, é praticamente essencial que novas formas de contar a estória sejam encontradas. Em 500 Dias com Ela, Webb é extremamente feliz ao fugir da cronologia e mesclar momentos bons e ruins do relacionamento de Tom e Summer, o que prende a atenção do espectador até a última cena. Com um humor bastante sutil, o longa consegue divertir ao mesmo tempo que emociona. Ajudado por uma bela trilha sonora e por atuações convincentes – especialmente de Joseph Gordon-Levitt – 500 Dias com Ela é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes do ano.

2012 [Idem, Roland Emmerich, 2009]: O mais novo filme-catátrofe de Roland Emmerich, 2012, infelizmente, fica na promessa. Emmerich, que já dirigiu filmes como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, joga todas as suas fichas nos impressionantes efeitos visuais e se esquece por completo de contar a estória. Personagens vazias, cenas constrangedoras, diálogos de um mau gosto impressionante e furos imperdoáveis (como o fato de Jackson, personagem de John Cusack, retornar vivo de uma “missão suicida” ou a quantidade de pessoas que tiveram dinheiro suficiente para comprar lugares na barca) são a marca do longa. Aliás, o adjetivo perfeito para essa projeção é exatamente este: longa. São quase três horas, cheias de exaustivas cenas de perseguição nas quais carros ou aviões são implacavelmente seguidos, tanto por rachaduras quanto por uma fumaça cinza. Outro grave problema de 2012 são as inúmeras piadinhas que a) não têm a mínima graça e b) são inoportunas e tiram espectador do foco principal. Se Emmerich pensou que tirar sarro de russos ou da rainha da Inglaterra no meio do apocalipse seria legal, enganou-se completamente. O destaque fica mesmo por conta do Cristo Redentor, que vai ao chão com narração de um “repórter da Globo News”. Essa, aliás, é a cena que retrata mais fielmente a obra: um filme risível.

Reviews da semana

18 18UTC outubro 18UTC 2009 at 5:42 am | In Cinema, Review | 4 Comments
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O blog que já não era assim tão atualizado ficou parado por quase um mês devido a problemas técnicos, mas já foi tudo normalizado. E para dar aquela ressuscitada boa, nada como pequenas críticas de filmes que assisti na tela grande essa semana. Yes, Tarantino mantém-se firme e forte dentro do meu Top 5 de melhores diretores ever! (que, aliás, ainda tem Stanley Kubrick, Billy Wilder, Christopher Nolan e Ingmar Bergman). Mas, let’s cut the crap e vamos ao que interessa.

basterdsBastardos Inglórios [Inglourious Basterds, Quentin Tarantino, 2009]: Um filme de Tarantino tem como tema central a vingança, fazendo referências à clássicos do cinema e é dividido em capítulos. Não estou falando de Kill Bill. Apesar de Bastardos Inglórios manter muitas das características que fizeram a fama de Quentin Tarantino, é diferente de tudo o que o diretor já fez. Cômico e dramático ao mesmo tempo, Tarantino entrega aos cinéfilos do mundo todo mais uma obra-prima (com ressalvas: toda a sequência do bar foi demasiadamente arrastada. Quem liga?). E aqueles que esperavam ver Brad Pitt ou até mesmo Eli Roth como matadores de matadores de judeus, impressionaram-se com a brilhante atuação do experiente e desconhecido Christoph Waltz.
AVALIAÇÃO: 10

uglytruthA Verdade Nua e Crua [The Ugly Truth, Robert Luketic, 2009]: Chega a ser cansativo a quantidade de longas que se baseiam na trama “moço e moça se conhecem e se odeiam e por motivo qualquer, são obrigados a conviver, até que se apaixonam”. O problema de A Verdade Nua e Crua é que, além disso, o filme traz todas aquelas velhas e batidas piadas sobre guerra dos sexos, como agem os homens, como reagem as mulheres e blá blá blá. Gerard Butler tenta muito (fail) e Katherine Heigl nem se dá ao trabalho.
AVALIAÇÃO: 1

district9Distrito 9 [District 9, Neill Blomkamp, 2009]: A premissa é interessantíssima. O roteiro se sai muito bem ao criar um paralelo entre a situação vivida por alienígenas na África do Sul e pelos negros daquele país durante o Apartheid. O grande problema de Distrito 9 é a confusão criada por seu diretor, Neill Blomkamp, que por vezes mistura o formato “mockumentary” com o formato tradicional, deixando o espectador sem saber quais cenas fazem parte do “falso documentário” e quais não fazem. Ainda assim, é um filme que vale a pena ser visto.
AVALIAÇÃO: 7

hangoverSe Beber, Não Case [The Hangover, Todd Phillips, 2009]: É impressionante o quanto filmes “descompromissados” conseguem ser divertidos. Ainda que o roteiro traga algumas situações inverossímeis – como galinhas, tigres e Mike Tyson no quarto de um hotel de luxo – tudo torna-se aceitável dentro daquela estória. Isso sem contar as impagáveis atuações de Ed Helms e Zach Galifianakis.
AVALIAÇÃO: 8

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