Porque ser responsável é prometer um post e cumprir a promessa, mesmo com 57 anos de atraso. Vou até dar um segundinho pra você se recuperar do susto. [...] Pronto? OK, então vamos. Parte dois da nossa revigorante retrospectiva da temporada que se encerrou. Como já havia adiantado, a parada agora são as séries cujos nomes começam com E, F, G, H, I e J. Parece pouco. E é, tô com preguiça. Sempre lembrando que tá tudo lotado de spoilers, então não venha me xingar depois, meu amado pedaço de merda aka leitor.
TEMPORADA 2010-2011
Parte 2

Olha pra essa imagem e diz se tem como isso ser ruim
Eastbound & Down (HBO): A HBO já é top quando se trata de dramas, mas não tem o mesmo sucesso em relação às comédias. E tem tentado mudar isso: teve aí Entourage, Curb Your Enthusiasm, Hung, Bored to Death. Mas nada disso aí se compara a Eastbound & Down. A série é basicamente uma personagem homofóbica, racista, machista, egoísta e flamenguista, mas que, apesar disso tudo, consegue ser legal. Essa segunda temporada ainda enfiou Kenny Fucking Powers no México pra levar racismo pro outro nível <3. Foda.
MELHOR EPISÓDIO: Sei lá, foi tudo muito bom. Vou ficar com o 2×06 – Chapter 12, só porque é a season finale e aí tudo fica mais legal ainda. Mas sei lá.

02 babaca
Episodes (Showtime): “Ai você não entende, é que é humor britânico”. Amigo, humor britânico, humor sueco, humor neozeolandês ou humor somaliano, só quero que seja humor engraçado. E Episodes é tudo, menos engraçada. Cada situaçãozinha parece aquela coisa forçada, tipo série da Globo. Exemplo máximo: o presidente/diretor/sei lá o quê do canal. E Matt LeBlanc, apesar de estar ok, não consegue segurar a bomba sozinho. Episodes nada mais é do que metalinguagem involuntária.
MELHOR EPISÓDIO: cri, cri, cri.

Sophia exalando safadeza com seu olhar sedutor
The Event (NBC): Mais um alvo do já famoso “novo Lost”. Vai se juntar a Heroes, Jericho, Flashforward e V no grupinho dos que foram fudidos pelo precedente criado pelo povo da ilha (Fringe entraria aí, mas eu explico o porquê da exclusão aí embaixo). Entretanto, diferente dos outros, The Event consegue se achar em algum momento e, apesar de não ser nada espetacular, consegue ir até o final de maneira bem decente.
MELHOR EPISÓDIO: 1×12 – Inostranka – foi legal pelos seguintes motivos: 1) o Blake não foi um pau no cu; 2) o extermínio dos ETs; 3) aquela atriz com cara de rato morrendo no final *_*

Bellivia <333
Fringe (Fox): Pelo iniciozinho, Fringe poderia ter ido facinho parar naquele grupo que eu descrevi aí em cima. Mas não foi. Lá pra metade da season 1 a série se achou. E na season 2 foi uma coisa maravilhosa. E na season 3 multiplicou isso. Tanto é verdade que ANNA TORV ATUOU BEM PRA CACETE. Sério, já falei muito mal dela, mas agora sou só amor no coração s2s2.
MELHOR EPISÓDIO: 3×10 – The Firefly – ia colocar Entrada aqui como melhor episódio. Porém, The Firefly foi um episódio bem mais legal porque foi um filler sem necessariamente ser um filler. John Noble, pra variar, estraçalhou e ainda teve participação especial do Dr. Emmett Brown.

VEROSSIMILHANÇA: O anão só se fode
Game of Thrones (HBO): Vamos ser honestos aqui. O início é um cu. Não sei se foi essa quantidade absurda de personagens jogados na tua cara como se fosse terceira temporada, se foi o hype ridiculamente gigante criado pelos ~especialistas~ da ~blogosfera~ brasileira ou se foi a raiva que eu peguei do velhinho que disse que não queria cagar o final como Lost. Só sei que os primeiros cinco episódios dão um sono absurdo. Mas aí é que tá: a partir do momento que você vai acostumando com aquela palhaçada toda, a série vai te ganhando. Nem Madam President Dilma Rousseff consegue não ver.
MELHOR EPISÓDIO: 1×10 – Imagine uma season finale perfeita. Game of Thrones teve.

Esqueceu a graça na primeira temporada, minha senhora
Glee (Fox): Nem acho que vale a pena perder tempo falando sobre como Glee é ruim, blablabla, mimimi etc. Vale dizer, porém, que Glee é uma série PREGUIÇOSA. Dessas que sabe ser boa quando quer, mas nunca quer.
MELHOR EPISÓDIO: 2×01 – Auditions: E tá aqui o exemplo. Episódio completamente descompromissado, no qual a série não se leva a sério e tira onda com a própria cara. Quando faz isso, o resto dos erros e das coisas ridículas podem ser ignorados com mais facilidade.

Risada sacana. Alguém deu hoje!!!!!1!
The Good Wife (CBS): Não vou polemizar dizendo que The Good Wife foi o melhor drama da temporada, mas é Top 3. Não teve um maldito episódio que não fosse sensacional. Talvez o piorzinho fosse um nota 9. E esse elenco, puta que 1000 pariu, é coisa linda de Deus. Christine Baranski, Archie Panjabi (MUITO melhor do que pela temporada que ganhou o Emmy), Josh Charles, Alan Cumming (agora no elenco fixo), Chris Noth e – obviamente – JULIANNA MARGULIES, a dona dessa porra.
MELHOR EPISÓDIO: 2×16 – Great Firewall - OMG quanta safadeza, dizaí. O mais sensacional foi a twist do final com o negão só fingindo que ia trair Diane e Will e na verdade ajudando os dois a dar um chute no cu do outro cara. Clássico.

Puta merda, Kim Bauer, desiste da vida
Happy Endings (ABC): Afe ke bosta. Não só é ruim, sem graça, escrota e ridícula como tem a KIM BAUER no elenco. Sério, a maldita filha da puta que conseguiu quase ser comida por um guepardo ou onça ou seiláqueporraeraaquela na segunda temporada de 24. Ah, não, isso não foi o pior. O pior de Happy Endings foi a ABC ter exibido tudo fora da ordem. O episódio 11 era o segundo, o 8 era o terceiro e uma rola no rabo do corno que fez isso e acabou com qualquer chance dessa série ser medíocre. Porque nem isso conseguiu.
MELHOR EPISÓDIO: Ah, sei lá. Aquele que o gay que parece um hétero que curte caras sai do armário pros pais ou o da tatuagem

"Rio na cara de séries boas canceladas na primeira temporada"
Harry’s Law (NBC): Outra palhaçada. Kathy Bates, sua linda, onde caralhos a senhora foi se meter? Essa série não faz o menor sentido. A mulher advogada fodona se demite da firma que defende as corporações malignas do império capitalista e vai parar num bairro pobre. Aí um negão CAI DO CÉU em cima dela e ela defende ele num processo e ganha e ele vira estagiário na firma que ela abre no bairro pobre. Aí ela compra uma antiga loja de sapatos COM OS SAPATOS DENTRO e passa a vender sapatos e seus serviços de advogada, enquanto a ex-secretária dela vai trabalhar como secretária e vendedora de sapatos. E ainda tem um outro advogado aleatório que também defendia as corporações malígnas do império capitalista e que ELA ATROPELOU que vai trabalhar com ela. GENTE, EU NÃO TÔ ZOANDO, É SÉRIO ISSO. JURO PELA MINHA MÃE MORTINHA.
MELHOR EPISÓDIO: -

A ideia era shippar Audrey e Nate, mas não sei fazer essas palhaçadas
Haven (SyFy): Então, Haven não é grande coisa. Tem lá o seu “based on a book by Stephen King”, mas, basicamente, só. A série demorou demais pra se achar e até o sétimo ou oitavo episódio eu não tinha a menor ideia do que tava acontecendo na plot geral. Aí tem uma hora aí que a parada começa a se ajeitar, mas a temporada acabou. Anyway, a série não é grandes coisas, mas eu me apaixonei logo de cara pela protagonista. GENTE, EMILY ROSE, SUA FODA, ME ABRAÇA. Fora que tem um ex-Six Feet Under no elenco, então merece a conferida.
MELHOR EPISÓDIO: 1×09 – As You Were - no melhor clima “filme adolescente de terror dos anos 90″ (aka Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado), com as personagens presas numa ilha com um assassino solto. Claro que teve a twist de o assassino ser um deles e ele ser um CAMALEÃO – o que deixa a delícia maior ainda.

"Tô no Rock in Rio, o maior festival de música do mundo" "OH, HONEY"
How I Met Your Mother (CBS): Já aceitei que HIMYM nunca mais vai ser “A” HIMYM. E foi quando eu fiz isso que comecei a me divertir mais ca galera. Essa temporada foi mais instável que a minha vontade de atualizar esse blog. Pra cada episódio foda, um episódio bosta. E olha que até teve muita coisa boa nessa season. Eles basicamente resolveram a vida do Marshall e da Lily e começaram a resolver a do Barney – que deve ser o grande plot da season 7, deixando o Ted pra última. (“Mas e a Robin?” Sei lá, pergunta pro Bays e pro Thomas).
MELHOR EPISÓDIO: 6×21 – Hopeless - amigo, eu fiz um Top 10 de episódios de HIMYM só por causa desse episódio, então não vou ficar aqui me explicando de novo. Vai ler.

Está permitido fazer churrasco de comemoração caso Deb Winger seja a primeira (e única) paciente do menino Paul a ganhar Emmy
In Treatment (HBO): Acabou Doctor Paul. Cancelaram o velho, mas a série acabou bonitinha e teve uma última temporada bastante digna. Nem precisa dizer que menina Deb Winger roubou a cena, mas Amy Ryan e o próprio Gabriel Byrne também botaram para foder. Funny thing que a pior personagem, o Funil, teve o melhor episódio.
MELHOR EPISÓDIO: 3×21. Sunil – Week Six – Que delícia o velho mandando um PEGADINHA DO MALANDRO pra cima do Dr. Paul. Chegou até a dar pena da cara de “sinto-me usado” dele. Mas, sério, foi brilhante.

"Tentei cagar uma temporada linda, mas falhei"
Justified (FX): Então, não teve um início animador. Winona tava enchendo a porra do meu saco (gostava mais dela quando ela era a ex-mulher que secretamente queria dar pro Raylan). Aí Margo Martindale entrou em ação e chutou uma porrada de bundas e a temporada cresceu duma forma absurda e terminou sensacional e com metade do elenco morto.
MELHOR EPISÓDIO: 2×09 – Brother’s Keeper - Juro que tinha escrito um textão sobre esse episódio que já tava maior que todo o resto desse post, então resolvi apagar e dizer apenas: PUTA. OBRA. PRIMA. VAI. ASSISTIR.
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NEXT ON INDUBITAVELMENTE: A parada é que eu ia dividir tudo em quatro posts, mas já tô de saco cheio e vou enfiar todas as séries restantes na parte 3 mesmo que será publicada em 2022 logo. E você trate de ler. Abraço.