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30 Day Film Challenge (tudo duma vez que tô com pressa)

O título desse post foi tão bonito que o parágrafo de apresentação ficou obsoleto, tipo Fanta Uva ou a palavra ‘obsoleto’. Então é isso. Vou fazer tudo de uma vez porque não posso confiar em mim mesmo pra postar TODO SANTO DIA. Cês sabe como é. (Lembrando que existe o 30 Day FILM Challenge e o 30 Day MOVIE Challenge. Aqui é o FILM. Outro dia eu faço o MOVIE).Enfim, é o challenge do Feicebook mesmo. Não sei se pode repetir filme, mas, na dúvida, vou usar 30 filmes diferentes. Vem comigo!

OBS: para o caso de o(a) senhor(a) não falar inglês, coloque a setinha em cima da imagem para visualizar o nome brasileiro da PELÍCULA/FITA/OBRA.

30 Day Film Challenge

*

Day 1 – Your Favorite Film:

Sunset Boulevard (Billy Wilder, 1950)

Melhor filme de todos os tempos. Menino Billy é um gênio e essa é a obra-prima dele. Por sua atuação, Gloria Swanson merecia um Oscar, um Emmy, um Grammy, um Melhores do Ano do Faustão, uma estátua em São Januário e o título de Sole Survivor. Revejo esse filme sempre em junho e outubro (o que me lembra que junho tá chegando e… <33333)

Day 2 – Your Least Favorite Film

All About Eve (Joseph L. Mankiewicz, 1950)

Pelo que eu entendi era pra escolher o filme que eu menos gosto entre os favoritos, certo? Afinal o “menos favorito” ainda é um dos favoritos, né verdade? Whatever, então vou de All About Eve – que é obra-prima, mas que roubou o Oscar de melhor filme de Sunset Boulevard. E NÃO SE ROUBA OSCAR DE SUNSET BOULEVARDZINHO. Tenho birrinha. Sou desses.

(Chega a me dar um nervoso lembrar desse Oscar de 1951, viu – e o José Wilker ainda teve a caraça de dizer que foi tudo merecido. Parei de ver o Oscar na Globo ali).

Day 3 – A Film You Watch to Feel Good

Ferris Bueller's Day Off (John Hughes, 1986)

No meu S2 desde as tardes em que matava aula a professora faltava e eu ia assistir ao Ferris na Sessão da Tarde. É provavelmente o maior clássico do horário. Permanece o sonho de passear pelo centro da cidade num carro alegórico cantando Twist and Shout.

Day 4 – A Film You Watch to Feel Down

Lorenzo's Oil (George Miller, 1992)

Muito triste esse filme. Gosto nem de lembrar. Vi a primeira vez quando ainda era obrigado a copiar as questões do livro no caderno de caneta e responder com lápis. Susan Sarandona entrou no meu Top 5 de atrizes ali e nunca mais saiu. Enfim.

Day 5 – A Film That Reminds You of Someone

You'll Meet a Tall Dark Stranger (Woody Allen, 2010)

Me lembra a Naomi Watts, o Antonio Banderas, o Anthony Hopkins, o Josh Brolin, a Freida Pinto e a Meryl Streep Jr (desculpa, Lucy Punch, mas tu vai ser sempre a irmã bastarda da Mammie Gummer). Risos.

Day 6 – A Film That Reminds You of Somewhere

Boca de Lixo (Eduardo Coutinho, 1993)

Fiquei meio perdido nessa porque não me veio nenhum filme na cabeça que me lembrasse de algum lugar específico. Aí fui no caminho inverso e fui tentar pensar num lugar que me lembrasse de um filme. Não precisei ir longe. Boca de Lixo é um documentarião do Eduardo Coutinho que mostra os catadores do lixão de São Gonçalo, ou seja, meus vizinhos queridos <3. Agora, voticontá um negoço, o filme é uma tristeza só e eu chorei pacaralho mas eu não tive qualquer reação emotiva.

Day 7 – A Film That Reminds You of Your Past

Scream (Wes Craven, 1996)

Todo maldito mês alguém aqui em casa ia na locadora alugar o VHS desse filme pra alegrar a parada. E a tradição começada por Scream viveu por muitos anos ainda com os herdeiros: I Know What You Did Last Summer, Urban Legend, Valentine e todas as continuações (e nem vou incluir House on Haunted Hill aqui porque não se encaixa no “”"gênero”"” ‘assassino louco misterioso estraçalhando adolescentes’, mas era outro filme que entrava nas sessões).

Day 8 – The Film You Can Quote Best

Forrest Gump (Robert Zemeckis, 1994)

Na verdade, minha escolha aqui seria, novamente, Sunset Boulevard. Mas eu prometi usar filmes diferentes, então vou ficar com Forrest Gump – que TODO MUNDO conhece pelo menos umas 80 quotes. Tem as famosonas “My momma always said, ‘life was like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get‘” e “Stupid is as stupid does“; tem as bonitinhas “Dear God, make me a bird. So I could fly far, far, far, far away from here” e “He should not be hitting you, Jenny“; tem as engraçadas “We was always taking long walks and we was always looking for a guy named Charlie” e o diálogo entre a Jenny (“Have you ever been with a girl, Forrest?“) e o Forrest (“I sit next to them in my Home Economics class all the time“).

Coloquei sublinhado pra não ficar muito confuso e adiantou porra nenhuma, mas foda-se, eu já li mesmo.

E RUN, FORREST, RUN!

Day 9 – A Film With Your Favorite Actor (Male)

Some Like It Hot (Billy Wilder, 1959)

Na verdade eu tenho 02 atores preferidos: Tom Hanks e Jack Lemmon. Mas como o Tom Hanks tá bem representado ali em cima com Forrest Gump, resolvi colocar o Lemmon aqui. Ele é brilhante, puta que pariu. E a atuação dele em Some Like It Hot é épica. Tipo a Gloria Swanson/Norma Desmond versão masculina e em comédia. (Quer dizer, “masculina”. Risos).

Day 10 – A Film With Your Favorite Actor (Female)

Silence of the Lambs (Jonathan Demme, 1991)

Jodie Foster. 01 linda. E vou confessar que Silence of the Lambs nem é minha atuação favorita dela (essa honra fica com Contact), mas coloquei aqui porque ela ganhou Oscar por esse filme, eu tenho o DVD, já vi 1 milhão de vezes… rola identificação, sabe?

Day 11 – A Film By Your Favorite Director

2001: A Space Odyssey (Stanley Kubrick, 1968)

Kubrick era gênio. Daqueles velhos que não podiam morrer. E pensar que ELE ia dirigir Artificial Intelligente: AI em vez do Spielberg. IMAGINA A COISA LINDA QUE IA SAIR. Enfim, 2001 é meu Kubrick preferido (ganha de A Clockwork Orange e Dr Strangelove por uma beiça de pulga). Até hoje acho que já entendi uns 30% do filme – uma vitória!

Day 12 – A Film By Your Least Favorite Director

Reservoir Dogs (Quentin Tarantino, 1992)

De novo, a polêmica. Diga o que quiser, pra mim “least favorite” é o “menos favorito”, ou seja, é um dos favoritos, mas num ranking ficaria em último. E o último no meu ranking de diretores favoritos é Quentin Tarantino. Tá, o cara é foda, tem umas 3 obras-primas (não, Inglourious Basterds NÃO é uma dessas e não adianta você espernear como uma criança que descobriu que o bonequinho do Shrek acabou no McDonald’s e vai ter que comprar o McLanche Feliz com a Fiona e ser zuado na escola porque escolheu uma ~boneca~) e deve-se aplaudi-lo de pé. Mas ele ainda precisa fazer o “Tarantino Definitivo”, aquele clássico atemporal. Coisa que diretores acima dele no meu ranking (Kubrick, Wilder, Scorsese, Hitchcock etc) já fizeram. Mas ficaí a menção a Reservoir Dogs – daqueles filmes que te fazem chorar (não de emoção ou tristeza – tu chora porque é tão foda, mas tão foda, que é a única coisa que te resta a fazer).

Day 13 – A Guilty Pleasure

Juno (Jason Reitman, 2007)

Sai pra lá, me deixa. Gosto de Juno, qual que é o problema? (Tá, eu sei que tem problemas, senão ele não entraria na categoria ‘guilty pleasure’, mas enfim). Ellen Page, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney e J K Simmons é, tipo, o elenco do século. Yeah, Michael Cera foi retirado da lista propositalmente. É isso.

(sentiu que meu único argumento foi o elenco, né?)

Day 14 – The Film That No One Expected You To Like

Dreamgirls (Bill Condom, 2006)

Vamo lá: não sou grande fã de musicais, detesto o Jamie Foxx, ODEIO a Beyoncé, DESPREZO o Eddie Murphy. Eu mesmo fui assistir achando que ia dormir antes dos 15 minutos. Não dormi. Culpo essa tia que tá olhando pro Jamie Foxx com cara de égua faminta. Jennifer Hudson, me abraça, sua linda *_*

Day 15 – The Film That Depicts Your Life

Tommy (Ken Russell, 1975)

Já começo me contradizendo. “Não sou grande fã de musicais”, mas o filme que descreve a minha vida é Tommy. Mas vamos aos fatos: é do The Who, o Tommy é um retardado por opção, tem fixação por maquininhas de pinball (fui criado na década de 1990, então minha versão é o Mega Drive, mas dá no mesmo), foi drogado pela Tina Turner e acabou comendo-a. Só tá me faltando virar um messias e sair espalhando a palavra da Senhora por aí (pra quem não sabe, minha religião é o Sandrismo, que venera a Deusa Sandra Diaz-Twine – não sabe quem é, googla).

Day 16 – A Film You Used to Love, But Now Hate

O Brother, Where Art Thou? (Joel Coen & Ethan Coen, 2000)

Primeira vez que vi achei 01 delícia. Ri igual a um desgraçado. Na revisão, nem tanto. Na terceira vez, nada. Na quarta, dormi. A boa memória da primeira assistida se perdeu. Pena. Os Coen são foda.

Day 17 – Your Favorite Drama Film

12 Angry Men (Sidney Lumet, 1957)

Cês já aprendeu que meu filme favorito é Sunset Boulevard e que não pode repetir filme, né? Bom. Então eu fico com 12 Angry Men, segundo na lista dos dramas preferidos de Felipe Rocha. Lumetão destruiu.
FUN FACT: 12 Angry Men é o único filme do meu Top 10 que não foi dirigido por Stanley Kubrick ou Billy Wilder. THAT’S AN ACCOMPLISHMENT, BITCH!

Day 18 – Your Favorite Comedy Film

Dr. Strangelove: or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (Stanley Kubrick, 1964)

Não tem como não cagar o pâncreas de tanto rir desse filme. Kubrick era gênio e sabia fazer qualquer tipo de filme com maestria. Única decepção que o Kubrick me deu na vida foi ele ter feito SOMENTE 01 comédia. Por outro lado, a gente pensa: “não foi UMA comédia, foi A comédia”.

Não tenho como descrever o quanto eu urrei com o “GENTLEMEN, YOU CAN’T FIGHT IN HERE, THIS IS THE WAR ROOM”.

Day 19 – Your Favorite Action Film

Full Metal Jacket (Stanley Kubrick, 1987)

Yeah, cê já tá ligado que Kubricão é ídolo, né? Tem nada mais maravilhoso que ver o Kubrick dando uns tapa na cara do Walt Disney. E na cara da guerra. E na cara da sociedade católica apostólica romana ocidental.

“M-I-C-K-E-Y M-O-U-S-E
Who’s the leader of the club that’s made for you and me?
M-I-C-K-E-Y M-O-U-S-E
We were sparked from coast to coast and far across the sea
M-I-C-K-E-Y M-O-U-S-E.”

Day 20 – Your Favorite Romantic Film

Wall-E (Andrew Stanton, 2008)

Bonitinha minha escolha, né? Assim que li “romantic movie” Wall-E me veio à cabeça e não consegui pensar em outro (quando aparecer o “favorite animated film” eu terei que usar o plano B – lindo também – mas tudo bem). Dois robôzinho apaixonado, óun. Não, sério, Wall-E é, tipo, clássico moderno. Talvez a melhor animação da história (suck it, Simba).

Day 21 – Your Favorite Sci-Fi/Fantasy Film

Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (Irvin Kershner, 1980)

2001: A Space Odyssey já foi usado aqui, então vamo pra escolha de número 0002 da categoria Sci-Fi: o melhor dos seis Star Wares. Um puuuuuuuuuuuta filme. “Luke, I’m your father” é Top 3 de momentos mais WTF do cinema (gente, que ideia boa prum Top 10 – fiquem de olho) e já faz parte dos acontecimentos mais importantes da história da humanidade, junto com o descobrimento do fogo, a invenção da roda e a chegada dos humanos sobreviventes das Doze Colônias depois da guerra com os cylons.

Day 22 – Your Favorite Horror Film

Rosemary's Baby (Roman Polanski, 1968)

Me peguei preso num empate triplo entre Rosemary’s Baby, Carrie e The Shining. Mas já teve muito Kubrick hoje e por mais que eu ame a Sissy Spacek e por mais que eu tenha LITERALMENTE morrido do coração na última cena de Carrie, tive que ir com a Tia Rose porque não tem filme mais tenso. Sério, tu fica LITERALMENTE cagado o filme inteiro esperando alguma coisa acontecer. Há quem diga que a OP do Polanski é Chinatown. São loucos. E <3 Mia Farrow <3, gnt!

Day 23 – Your Favorite Thriller/Mystery Film

Psycho (Alfred Hitchcock, 1960)

“Affffe ke escroto esse felhipe colocar filme do ritecóque nas parada de filme de suispencie”. É, amigo, reservo-me ao direito de recorrer ao clichê dessa vez, flw vlw, morra. Acho lindo quando as pessoas perguntam “o que é spoiler?” e você responde “é dizer que Norman Bates é a mãe”. GENTE QUE DELÍCIA TENTA ISSO NA SUA CASA COM A SUA PRIMA PIRIGUETE. (você também pode usar o “é dizer que o Bruce Willis tava morto o tempo inteiro” ou “é dizer que o Harry Potter mata o Voldemort, se casa com a Gina e tem uma piranhada de filho”).

OBS: ao primeiro puto que vier só de sacanagem me contar se a Bella escolhe o Edward ou o Jacob, VOU TE CAÇAR NO INFERNO, MALDITO!

Day 24 – Your Favorite Animated or Children’s Film

Ratatouille (Brad Bird, 2007)

Taí meu plano B por ter usado Wall-E ali em cima. E, olha, Ratatão é quase empate com Wall-E na minha preferência. Mais uma vez o que eu tenho a dizer é: suck it, Simba!

(cês deve achar que eu odeio The Lion King, né? Até gosto bagarai, mas tirei o dia pra trollá-lo, risos)

Day 25 – Your Favorite Documentary Film

Ilha das Flores (Jorge Furtado, 1989)

Os documentários brasileiros são os melhores do mundo e Ilha das Flores é o melhor dos melhores. Serin, são 13 minutos duma parada inteligente, sagaz e com aquela MORAL DA HISTÓRIA, BAIXINHOS de te fazer ~refletir~. Fora que é hilário. Vai dizer que tu também não ficou encostando o indicador no polegar por 1 semana?
FUN FACT: Escrevi “Jorge Fernando”, apaguei, escrevi “Jorge Fernando” de novo, apaguei de novo, escrevi “Jorge Fernando” mais uma vez, apaguei mais uma vez, tornei a escrever “Jorge Fernando”, me mandei tomar no cu, fui no Google e dei CTRL C + CTRL V no nome do cara pra não errar. Mas você não está autorizado a usar isso contra mim.

OS SERES HUMANOS SÃO ANIMAIS MAMÍFEROS, BÍPEDES, QUE SE DISTINGUEM DOS OUTROS MAMÍFEROS PRINCIPALMENTE POR DUAS CARACTERÍSTICAS: O TELENCÉFALO ALTAMENTE DESENVOLVIDO E POLEGARES OPOSITORES!!1!!!11111!!1!

Day 26 – Your Favorite Foreign Language Film

Persona (Ingmar Bergman, 1966)

Olha a pegadinha aí. Tecnicamente o inglês é uma língua estrangeira, então Sunset Boulevard deveria estar aqui, né? Mas vamo entrar no espírito da brincadeira e fingir que inglês é língua nativa igual o português. Nesse caso, meu filme favorito em língua estrangeira passa a ser Persona, do Bergmão. Essas duas lésbicas enrustidas safadíssimas são muito <333333

Day 27 – Your Favorite Independent Film

Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)

Bem filhadaputa esse negócio de filme independente. O que diabos é um filme independente hoje em dia? Aff, que seja, isso é discussão para universidades de cinema. Então, vou de Donnie Darko mesmo porque é um filme sensacional, tem esse coelho do mal e tem a <3 Mary McDonnell <3.

Day 28 – The Most Obscure Film You’ve Ever Seen

Klass (Ilmar Raag, 2007)

Outra filhadaputagem. O que diabos caracteriza um “filme obscuro”, caralho? Enfim, escolhi Klass, filme estoniano com um monte de adolescente filhodaputa bullyador. É obscuro? FUCK NO, mas é o que temos para o momento. Abraços.

Day 29 – Your Favorite Film As a Kid

That Thing You Do! (Tom Hanks, 1996)

Nunca comprei esses papo de Papai Noel, Coelhinho do Capeta e Loira do Banheiro, mas eu realmente acreditei até uns 12 anos que os Wonders eram uma banda de verdade. E eu aprendi a cantar That Thing You Do antes mesmo de aprender a falar inglês – não posso garantir a pronúncia correta, mas eu compensava na ginga. Risos. Se você quer ser meu amigo, veja esse filme, decore os diálogos, saiba cantar as músicas e tenha ao menos 200 execuções da banda no teu Last.fm, ok? Tá fechado.

Day 30 – Your Favorite Film This Time Last Year

Sunset Blvd (Billy Wilder, 1950)

Desculpa, mas não tive muito como fugir do “não repetirei filmes”. Meu filme favorito em maio do ano passado já era Sunset Blvd, então sinto muito se desapontei alguém. Se a gente fosse voltar pra, sei lá, 2002, aí a história seria outra. Aliás…
FUN FACT: a primeira vez que eu vi Sunset Blvd foi no Corujão durante uma madrugada de insônia em 2003 (lembro porque de manhã cedo ia ter prova da professora que ia de pijama pra escola e ela me deu aula só no primeiro ano do high school, então). E passou legendadinho e sem comerciais. Na época até pensei que fosse padrão do Corujão, mas nunca mais vi eles exibirem filmes do jeito certo. Enfim.

**

ê, acabou, vai dormir! BTW, se você tá pensando em comentar aí sobre a parada do “least favorite”, pensa de novo. Toco cu pra isso agora não, amg.
E, ó, fica de olho que vem mais post por aqui AINDA. ESSE. MÊS. BOOOOOOOOOOOOOOOM!

It’s time for the Oscars, bitch!

 

Oi. Caso você tenha se esquecido completamente de mim, eu te lembro: meu nome é Felipe Rocha, tenho 1,70m, 51kg, meu filme favorito é Sunset Blvd e não acredito que exista coisa mais linda nesse mundo do que uma negona safada em Survivor. Além disso, sou o CEO dessa porra de blog, que está sendo atualizado pela primeira vez em 2011 – culpa da preguiça, essa linda. Enfim, estou aqui hoje especialmente porque amanhã é o Oscar e… you know what? Tipo, foda-se que é o Oscar. Só tô usando isso como desculpa pra atualizar e aumentar pageview *_*.

So, let’s get down to business. Valendo cinco balas Juquinha de morango e um Chokito derretido, VAMO APOSTAR!
Lembrando que as apostas estão em azul, a torcida tá no “You go” e a macumba foi feita pro “You Suck”. Explicando caso o (a) leitor (a) não fale inglês.

E o Oscar vai para... A PUTA QUE O PARIU!!!!!1!

MELHOR FILME: Inception é o melhor filme do ano, mas eu não vou ficar aqui digitando um parágrafo enorme pra te dizer algo que você já sabe e aprendeu sozinho porque é uma pessoa bonita. E, como uma pessoa bonita, você também sabe que a disputa tá entre The Social Network e The King’s Speech. Lembra de Slumdog Millionaire vencendo saporra dois anos atrás? Então, imagina que esse filme do gago é SM. Pronto.
YOU GO: The Social Network
YOU SUCK: 127 Hours/Winter’s Bone

MELHOR DIREÇÃO: Yeah, a gente sabe que Nolan foi esnobado. He doesn’t care and neither do I. A parada é a seguinte: o menino Fincher sempre foi um gênio, mas ninguém nunca reconheceu isso. Agora é a chance de reparar a carreira dum moço que faz Seven, Fight Club, Panic Room e Benjamin Button e não leva nem um Oscarzinho. SAI DAQUI, TOM HOOPER ESCROTO!
YOU GO: David Fincher
YOU SUCK: Tom Hooper

MELHOR ATOR: Já que o amigo leitor é sempre tão fiel, não vou mentir: eu odeio o Colin Firth. Sabe quando tu pega nojinho dum ator e faz careta quando ele aparece na tela, MESMO QUE ESTEJA CONTRACENANDO COM A MERYL FUCKING STREEP? Então. Dito isso, Colin Firth estava FODA em The King’s Speech e apesar de eu gostar muito do Jeff Bridges e estar cada dia mais apreciando a atuação do Jesse Eisenberg, there’s nothing to argue here. É Colin na cabeça!
YOU GO: Colin Firth
YOU SUCK: Javier Bardem (porque eu não vi o filme – sou that safado)

MELHOR ATRIZ: Mesmo caso ali de cima. Com a diferença que eu AMO a Natalie Portman, MESMO QUE ELA ESTEJA CAGANDO STAR WARS JUNTO COM AQUELA PORRA DE CRIANÇA MALDITA E AQUELE CHRISTENSEN SEI LÁ O NOME DELE. E nem adianta Annettona (also foda) tentar usar a posição dela dentro da Academia porque esse Oscar tem dono já e é da Portman. Try harder next time, beijos.
YOU GO: Natalie Portman
YOU SUCK: Jennifer Lawrence

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Então, discordo quando falam que o Christian Bale “rouba a cena” em The Fighter. Ele é o mais fraco dos quatro atores principais. PORÉM, isso não quer dizer absolutamente porra nenhuma porque todos os quatro estão fodíssimos e ser o pior do elenco ainda dá a ele o status de ser o melhor da categoria. Desculpaê, Rush. E, aliás, uma pergunta: ONDE QUE MARK RUFFALO É ATOR, GENTE? QUE MUNDO É ESSE?
YOU GO: Christian Bale
YOU SUCK: Mark Ruffalo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: E agora, gente? Melissa Leo e toda a sua safadeza ou Helena Bonham Carter e sua sutileza. Meu ponto é: inversão de papéis, gente! Melissão e HBC trocaram de características e agora eu não sei o que fazer. I mean, HBC provavelmente não terá outra chance de Oscar, mas… não consigo escolher. Desculpa, Brasil!
YOU GO: Melissa Leo & Helena Bonham Carter. Igualmente.
YOU SUCK: Hailee Steinfeld (só porque a personagem é pedante, chata e ainda foi colocada na categoria errada, mas a menina é uma linda).

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Vai dar The King’s Speech. Um crime, gente. Um crime.
YOU GO: Inception
YOU SUCK: The King’s Speech

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Grazadeus existe Aaron Sorkin no planeta pra escrever essa delícia de The Social Network.  Maior lock da noite. Suck it, haters!
YOU GO: The Social Network
YOU SUCK: Winter’s Bone/127 Hours

MELHOR ANIMAÇÃO: Podiam mudar o nome da categoria pra “Pixar do Ano”. E não seria nada demais, viu. Até que a DreamWorks tentou DE VERDADE esse ano com esse How to Train Your Dragon, mas não vai ser o primeiro filminho legalzinho do estúdio de *ew* SHREK *ew* que vai tirar o Oscar mais do que merecido de Toy Story 3, o último filme da trilogia que mudou a história das animações e impedir o tetracampeonato da Pixar.
YOU GO: Toy Story 3
YOU SUCK: Toco Jesus no coração. Ninguém suck.

Desculpaê, mas daqui pra frente vamos sem comentários porque 1) eu tenho mais o que fazer e 2) apesar de serem lindas, ninguém liga pra essas categorias, então…

Categorias "Gosto Mesmo E Tô Pouco Me Fudendo Se Você Caga"

MELHOR FOTOGRAFIA: True Grit
YOU GO: Inception/ True Grit
YOU SUCK: The King’s Speech

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Inception
YOU GO: Inception
YOU SUCK: The King’s Speech (OBS: FILME PORNÔ, CARALHO? Mandaria tomar no cu, mas…)

MELHOR MONTAGEM: The Social Network
YOU GO: The Social Network
YOU SUCK: 127 Hours

MELHOR TRILHA SONORA: The King’s Speech
YOU GO: Inception/The Social Network
YOU SUCK: The King’s Speech

MELHOR FIGURINO: The King’s Speech
YOU GO: The King’s Speech (Viu? I’m not a hater)
YOU SUCK: Alice

MELHOR MAQUIAGEM: The Way Back
YOU GO: cri, cri, cri…
YOU SUCK: The Wolfman
OBS: Tipo que essa categoria tá tão ridícula esse ano que eu não tenho a menor ideia de onde surgiram 2 dos 3 indicados. E o outro esse é esse cu de The Wolfman. OU SEJA. (Sim, a escolha por The Way Back foi aleatória).

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “If I Rise”
YOU GO: “If I Rise” (porque é a Florencezinha <3 que vai cantar na cerimônia. VEJAM ESSA PORRA)
YOU SUCK: Nenhuma. Tô começando a acreditar nessa porra de Jesus no coração.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: O aleatório da Dinamarca que ganhou o Globo de Ouro
YOU GO: Aquele filme grego lindo com aquela família retardada e incestuosa.
YOU SUCK: O filme canadense. WTF, gente, Canadá tem porra nenhuma, vai ter filme?

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Inception
YOU GO: Inception
YOU SUCK: Tron/ Unstoppable (WTF IS GOING ON IN THIS WORLD?)

MELHOR MIXAGEM DE SOM: Inception
YOU GO: Inception/ The Social Network
YOU SUCK: Salt (WTF IS GOING ON IN THIS WORLD?²)

E agora as categorias que todos caga mais do que as técnicas aí de cima, só com apostas mesmo. Todas aleatórias.

 

Categorias "Olho Pra Você e Penso 'Foda-se'"

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Exit Through the Gift Shop (pelo choque)
MELHOR CURTA: Wish 143 (tem número no nome <3)
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: Let’s Pollute (parece nome de filme ecológico, Academia gosta dessas porra)
MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO: Killing in the Name (RAGE AGAINST THE MACHINE)

*

Tá, tchau. Até algum dia.

Top 10 – As maiores quengas do cinema

Olha a delícia. Pra encerrar 2010 e porque eu disse que não conseguiria mais fazer nenhum post esse ano e quero calar a minha própria boca vamos listar as 10 quengas mais inesquecíveis do cinema. Aquelas putas maravilhosas que deixaram nossa vida de cinéfilo mais alegre e com mais vida. Só tem uma regra: para estar na lista, a personagem tem que ser, além de safada, mulher. Desculpa, Feliticy. Então calemos a boca e já pra lista! (E é aquilo: ignorem o layout lindo que sempre sai quando eu resolvo brigar com o WordPress).

TOP 10 – AS MAIORES QUENGAS DO CINEMA

Quenga Masoquista

10. Aileen Wuornos (Monster – Desejo Assassino): OK, ela era louca. Mas, gente, analisa: uma prostituta FEIA COMO O DIABO começa a matar os clientes só pra sustentar a Christina Ricci. Meu ponto é o seguinte: a mulher virou assassina e acabou com a própria fonte de  lucro só pra sustentar um relacionamento lésbico com a Vandinha Addams. Masoquista extreme essa puta. Merecido o 10º lugar.

Quenga Aparecida

9. Carrie (Carrie, A Estranha): O nono lugar vai para a menina Carrie. Vamos esquecer o fato de que ela foi humilhada mais de uma vez por seus amiguinhos. A safada matou todos os miguxos, destruiu a cidade e se matou só pra causar. Se ela quisesse realmente só se vingar, um simples amputamento de pernas coletivo daria jeito. Mas não, ela queria aparecer. Por ser a quenga aparecida, nono lugar.

Quenga Rancorosa

8. Lady Kaede (Ran): Ela é tipo a Kill Bill oriental. O castelo da família dela foi queimado e todo mundo foi assassinado por um velho safadíssimo, que acabou construindo um império. Quando ele se aposenta e divide tudo entre os filhos, eles começam uma guerra pelo controle das parada e a vadia age. Primeiro, faz com que seu marido, o filho mais velho, seja morto. Aí ela vai e casa com o filho do meio e obriga o novo marido a matar a antiga esposa e ir atrás do filho mais novo, que tenta salvar o pai moribundo, e destruir os dois. E CONSEGUE! Ela faz todos os putos irem pra casa do caralho! (Ignorem que ela é assassinada covardemente por um coadjuvante aí). A vadia rancorosa ocupa o oitavo lugar.

Quenga Egoísta

7. Norma Desmond (Crepúsculo dos Deuses): Os santinhos vão dizer que “ah, Norma Desmond era louca, cega de amor, blablabla etc”. A esses eu digo: MORRA. Norma Desmond era, na verdade, uma velha safada louca para dar a xana pra alguém e quando aparece um vagabundo desempregado na porta de sua casa, vê a chance da vida. Tudo ia bem até uma vadia novinha aparecer. Obviamente que ela não quer dividir o cara e mata ele. Sem contar a saída com estilo, sendo presa e gravando um filme do DeMille ao mesmo tempo. Por ser uma vaca egoísta, sétimo lugar.

Quenga Impiedosa

6. Enfermeira Mildred Ratched (Um Estranho no Ninho): Chegamos ao sexto lugar. Direto de 1975, a enfermeira Ratched tá pouco se fudendo se você é louco de verdade ou tá só de brinks. Ela vai te humilhar de todas as maneiras possíveis, te fazer uma lobotomia ishperta e te levar ao suicídio. Meu medo de enfermeiras vem dela. E a maldita garantiu a sexta posição por ser uma puta impiedosa.

Quenga Literal e Chantagista

5. Mrs. Robinson (A Primeira Noite de um Homem): Levando “quenga”, “puta” ou a palavrinha que você quiser ao pé da letra, a Mrs. Robinson tem só um objetivo na vida: dar pro Benjamin, um muleque escroto de uns 12 anos que treme mais que um velho com Parkinson quando tá do lado dela. Fosse ela somente a puta literal, estaria mais atrás na lista. Porém, ela eleva tudo ao próximo nível quando o cara começa a querer pegar a filha dela e a piranha resolve chantageá-lo ameaçando acabar com a vida dele, da filha e do marido. A puta literal e chantagista fica em quinto. Clap, clap.

Quenga Torturadora

4. Glinda, a Bruxa Boa do Norte (O Mágico de Oz): Daria tudo pra ver a cara de WTF do estimado leitor ao ver que a bruxinha meiguinha de O Mágico de Oz é a quarta maior quenga do cinema. Mas eu te explico: a safada fez a Dorothy andar quilômetros e quilômetros até Emerald City pra encontrar o tal Mágico só pra descobrir que o puto é mais pilantra que a Mãe Dinah e não tem como ajudar a menina a voltar pro Kansas. E TEM MAIS: depois de tudo isso, ela diz que era só bater os sapatos um no outro e dizer uma frase de efeito que a Dorothy estaria em casa. QUER DIZER, foi quase uma Jigsaw. Por ser uma quenga torturadora, quarta posição.

Quenga Lésbica, Adolescente, Assassina, Fria, Calculista e Sem Coração

3. Pauline Parker (Almas Gêmeas): Vadia lésbica já apareceu aqui hoje. Vadia assassina também. Vadia assassina juvenil também. Então o que diabos Pauline Parker estaria fazendo aqui na terceira fucking posição? Bem, a vaca começa um romance lésbico com a Kate Winslet. Aí elas começam a se imaginar num mundo WTF de massinha com cavaleiros e coisas escrotas da Idade Média. Aí as mamães resolvem separar as sapatas e elas se revoltam. Aí Pauline pega um tijolo e planeja matar a própria mãe. Kate Winslet deveria ser a assassina, mas a puta pega uns cold feet aí e a Pauline dá um jeito na velha. Pauline é uma quenga LÉSBICA, ADOLESCENTE, ASSASSINA, FRIA, CALCULISTA e SEM CORAÇÃO. Terceiro lugar pra essa linda.

Quenga A Vida Inteira

2. Scarlett O’Hara (…E o Vento Levou): A piranha que me inspirou a escrever esse post. Sentaí que eu vou listar as safadezas: ela cagava pra todos os homens, inclusive pro menino Ashley, que era apaixonado por ela. Então, ela descobre que o Ashley vai casar com a menina Melanie e resolve que é hora de dar em cima dele, só pra mostrar que pode. Quando ele não cai na dela, ela se joga em cima dos namorados de todas as outras moças do lugar e chifra cada uma delas. Então ela se casa com o irmão da moça que ela tinha roubado o namorado só pra fazer ciúme no Ashley. Aí ele morre na guerra e ela fica na merda, o que não a impede de bater em escravas escrotas e pedantes e desejar a morte da Melanie, que tá com o pé na cova. Elas sobrevivem, mas estão pobres. Scarlett, então, faz a própria família de escrava e se casa com o noivo da irmã só pra enriquecer. Aí ele morre. E ela casa com o Clark Gable, só pra enriquecer. Já que Scarlettinha foi uma puta a vida inteira, medalha de prata!

E a primeira colocada nessa merda é…

Quenga Falsa

1. Eve Harrington (A Malvada): Agora, quem poderia bater a musa Scarlett O’Hara como a maior quenga do cinema? Só mesmo Eve Harrington, de A Malvada. E o que diferencia as duas? Scarlett é uma vadia, mas todo mundo sabe que ela não tem um pingo de vergonha naquela puta daquela cara. Já Evezinha é falsa e convence a todos que é uma menina boa, pura e virgem só pra subir na vida e virar uma atriz famosa às custas da Bette Davis. À base de muita piranhagem, Eve Harrington, por ser uma puta falsa e dissimulada, é a maior quenga do cinema! PARABÉNS, EVE!

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Menção especial para Alma, a enfermeira de Persona, que só não entrou aqui porque a) já tinha uma enfermeira na lista e b) a persona dela se confunde com a da outra mulher e achei melhor deixar ambas as putas de fora. Lide com isso.

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E você, leitor guerreiro que chegou até aqui aguentando mais um post que exala pedância, sinta-se agradecido. E um ótimo 2011. E essa porra tá ficando melosa, então vai tomar no meio do olho do teu cu. Até o próximo ano!

Top 10 – Quotes de encerramento

É isso aí. Mais uma desculpa disfarçada de post um Top 10 nesta budega, agora com minhas 10 quotes de encerramento de filmes favoritas. Se você ainda não assistiu a algum dos filmes listados, é possível que você fique revoltadinho comigo por causa da minha falta de caráter ao dar spoilers de clássicos do cinema.  Well, frankly, my dear, I don’t give a damn. Quote de encerramento é barely um spoiler e se você não viu nenhum dos dez filmes dessa lista, morra. #educação

OBS.: Favor ignorar esses asterísticos aí. Culpe o WordPress.

TOP 10 – QUOTES DE ENCERRAMENTO

10. The Shawshank Redemption, Frank Darabont, 1994

“I hope I can make it across the border. I hope to see my friend, and shake his hand. I hope the Pacific is as blue as it has been in my dreams. I hope.”

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9. Ferris Bueller's Day Off, John Hughes, 1986

 ”You’re still here? It’s over. Go home. Go.”

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8. Before Sunset, Richard Linklater, 2004

- “Baby… you are gonna miss that plane.”
- “I know.”

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7. A Streetcar Named Desire, Elia Kazan, 1951

 

“”Hey, Stella! Hey, Stella!”

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6. Casablanca, Michael Curtiz, 1942

“Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship.”

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5. Goodfellas, Martin Scorsese, 1990

“I’m an average nobody. I get to live the rest of my life like a schnook.”

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4. Apocalypse Now, Francis Ford Coppola, 1979

“The horror. The horror.”

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3. Butch Cassidy and the Sundance Kid, George Roy Hill, 1969

“Good. For a moment there, I thought we were in trouble”.

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2. Some Like It Hot, Billy Wilder, 1959

“Well, nobody’s perfect”.

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1. Sunset Boulevard, Billy Wilder, 1950

“…You see, this is my life. It always will be! There’s nothing else – just us – and the cameras – and those wonderful people out there in the dark. All right, Mr. De Mille, I’m ready for my close-up.”

There’s No Place Like Home

Comer cocô de cabrito com maionese, ir a um show do Restart, conversar com algum ex-BBB, assistir a uma série da CW, ser coroinha na igreja do bairro, limpar o cabeçote do vídeocassete e depois rebobinar a fita, atender ligação da LBV, ser parado na rua por um candidato a deputado estadual que é militar e gay, beber Coca-Cola sem gás, beber água com gás, ouvir rádio FM “jovem”, ver o Zeca Camargo dançar o ventre, ver o Zeca Camargo apresentar um reality show, ver o Zeca Camargo fazer qualquer outra coisa, pegar piolho, comer o novo Trakinas com farinha integral, ler Paulo Coelho, dançar o Rebolation, cortar a unha do dedão, ir a um shopping na véspera do natal, ver comerciais de supermecado, sentar do lado de uma velha escandalosa no ônibus, perder um dedo. Tudo isso aí é certamente mais agradável e prazeroso do que os infidáveis séculos que se passam quando se assiste a “Nosso Lar”, esse filme brasileiro de fantasma aí.

WILSOOOOOOOOOOON!!

Logo no início, o cara morreu de envenenamento depois de comer no Habib’s. Só que ele vai parar na versão tosca da floresta do Anticristo, onde a Helena Bonham Carter fantasiada de filme do Tim Burton e mais uns bichos escrotos tentam pegar ele. É o purgatório. Aí um velho babaca vestido de branco aparece e resgata ele, fazendo ele voar tipo os Power Rangers até o tal Nosso Lar, que é onde moram os fantasmas até a hora de nascer de novo. Os fantasmas têm meio que os poderes da Sookie de True Blood, com a luz de Lost saindo da mãozinha, só que pra curar gente morta. É, os mortos chegam feridos no Paraíso.

O roteiro desse negócio é tão ruim que provavelmente a novela das seis com aquele cara que tem um buraco no queixo é mais coerente, mesmo que a Sinhá Moça consiga ser mais irritante que um poema de eliminação do Pedro Bial. Além de ser um daqueles filmes tão didáticos que te fazem sentir como se você tivesse 4 anos na aula da catequese chicoxavieriana, ainda tem a falta de tramas. Basicamente são 2 horas sem uma estória, apenas com o irmão do Mercadante passeando no mundo das fadas de True Blood. E nem vou falar nos furos porque isso é um blog, não uma enciclopédia de como não escrever um roteiro.

E o elenco? Com sinceridade, senti muita falta das caretas da Dra. Júlia dos Mutantes quando vi, por exemplo, a

Nem ajuda divina salva uma eleição irrevogavelmente perdida

esposa safadíssima do irmão do Mercadante em uma das 38 vezes que disse a frase “você tá bein?”. O CEO do Receio de Remorso, Jeff, afirmou categoricamente que não há ator que consiga salvar um roteiro que te faz enfiar um pen-drive  transparente num notebook divino pra ver a cena da tua morte com a câmera celestial dando zoom na cara do fantasma da tua mãe pra depois você subir pro Youtube e passar o link pro Twitter do teu BFF @BeetleJuice. Até concordo, mas isso não diminui em nada o fato de que TODO o elenco é ruim pra cacete.

Então é isso. Assistam à novela das seis que é de graça, cuidado com o ‘suicídio inconsciente’ e rezem por mim. Quando eu chegar no mundo das fadas eu vou receber meu pen-drive transparente e conferir se você rezou mesmo. E se não rezar, volto e puxo teu pé!

Dorothy, minha filha, cala a boca porque tu não sabe o que diz.

O verdadeiro sabor do café

Estava aqui contemplando a vida, tremendo de frio no rigoroso inverno fluminense e me preparando psicologicamente para o maior evento de todos os tempos quando me dei conta de que realmente faz-se necessária uma atualização constante desse blog, sob pena de você ter que ver o número de pageviews cair drasticamente de um dia para o outro. Fora que assim nenhum dos 2 fãs dessa budega reclamam. Então, que tal encher linguiça com um post totalmente dispensável e comentar comigo algumas notícias aí? Sério? Nossa, que bom que você tá disposto!

"Vou ter um Nolan! Meu reboot vai ser melhor que o se-eu!"

O primeiro assunto que eu gostaria de discutir aqui é esse negócio que saiu aí na imprensa americana de que não será mais o Chris Columbus a dirigir o próximo filme do Superman. Na verdade, o emprego seria do Jonathan Nolan, irmão do Chris (Nolan, não Columbus). OK, o cara é um puta roteirista e deve ter muita coisa dele no meio da genialidade do mano famoso, mas entregar o reboot duma série de filmes que tá mais falida que a MGM (que, aliás, colocou 007 on hold) a um iniciante é algo arriscado, não acham? Se bem que não tem como ser pior que o Bryan Singer. Como não, chifrudo, e o Michael Bay?

Algo que você já sabia, mesmo sem saber: Tim Burton e Johnny Depp vão fazer outro filme juntos. Nhéééé, que preguiça. Próximo!

E a febre Crepúsculo chegou à Igreja. Não, o Papa Bento XVI não é #TeamJacob (ou pode ser, como é que eu vou saber?), nem, até onde eu sei, nenhum padre abusou sexualmente do Robert Pattinson. O que acontece é que o Will Smith vai estrelar um filme que vai ter a história bíblica de Caim e Abel e uns vampiros misturados. Olha, eu não sei de quem foi essa ideia, mas acho genial. Mesmo. Vão colocar juntar criaturas mortas que assassinam pessoas com criaturas vivas que assassinam pessoas. Se bem que depois do Pride & Prejudice & Zombies, me parece mei clichê já. Veremos.

E já que o papo aqui é vampiresco, fui procurar algo sobre o remake de Deixa Ela Entrar, remake americano daquela belezura (deixa eu dizer de novo: be-le-zu-ra) de filme sueco. Tudo o que eu descobri é que eles vão fazer alguma revelação sobre o filme na Comic-Con de daqui a alguns dias e, pra deixar todo mundo ansioso, começaram a enviar uns funis com sangue por aí. O moço do Cinema Blend chegou à mesma conclusão que eu: provavelmente será com um funil que eles vão drenar o sangue dos assassinatos. OK, pode começar a xingar. Funil é sacanagem.

"Blowjob? Não, tô treinando pra ser o assassino."

Agora, algo que me chamou a atenção: a Alison Brie, a sensacional Annie de Community, vai participar de “Pânico 4″. Pra um elenco que já vai ter Hayden Panettiere e Adam Brody, ter a Brie é tipo ter a Meryl Streep. E agora eu peço licença aos senhores para fazer uma pergunta: quem você gostaria de ver no próximo filme de Wes Craven? Eu respondo sem nem pensar muito. Depois de ser chamada pra fazer participação em tudo quanto é série, diz se ELA não ficaria sensacional fugindo de um retardado com máscara escrota?

Só pra não dizer que eu não falei sobre TV, duas novidades retiradas do Twitter da Vovó Kristin Dos Santos. A primeira diz que Amy Ryan voltará a The Office para oito episódios. Coincidentemente, essa será a última temporada de Steve Carrell na série, o que só reforça os rumores de que Michael e Holly vão terminar essa merda juntos. Oooowwnnn, cute. A segunda é a de que Benjamin Linus, popularmente conhecido como Michael Emerson, quer participar de True Blood. Lembre-se que a mulher dele é a Arlene, a garçonete que só sabe reclamar do serviço e ter filho. Ben, eu nunca te pedi nada, então me dá uma força. Se você entrar na série, tem como você bater no Sam pra mim? Tipo, pegando pelo colarinho, jogando na parede, falando algo cool e enfiando a porrada em seguida? Brigado.

E é isso por hora. Enquanto junto coragem pra ir encarar Eclipse, dinheiro pra ir ver À Prova de Morte e paciência pra esperar por A Origem, me despeço. Mas antes, já viram o Al Pacino num comercial de café?

Ganhando um dinheirinho honesto

Road from the Oscars – Parte I

E aí que este esforçado escriba tentou, tentou e tentou. Mas atingiu um belo de um #fail quando a cerimônia de entrega do Oscar começou e os filmes ainda não tinham sido todos completamente analisados neste humilde sitio. Mas, e agora? E agora, eu te respondo, nada. Vamos continuar como se nada tivesse acontecido. A gente muda o título do negócio – que agora chamar-se-á ROAD FROM THE OSCARS – e vai em frente. Enfim, hoje nós teremos um filme que ganhou um título tão gracinha e cuticuti aqui no Brasil que poderia até ter sido escrito pelo Manoel Carlos e estrelado pelo José Mayer que, ocasionalmente, encontraria uma Helena, impreterivelmente interpretada pela Regina Duarte ou aquela velha robótica da Vera Fisher, no Galeão. Vamos falar também sobre uma duplinha de irmãos super sapeca que todo ano aparece na tua telona aprontando confusões que até Deus duvida. Dessa vez, os sacanas trazem uma galerinha do barulho que se acha culta e importante por falar palavras que nem o tradutor do Google consegue entender.

Primeiro filme é “Amor Sem Escalas”. Todo mundo comigo: ooooooooowwwwwwwnnnnnn! Coisa gracinha esse título, né? Bem, apesar de parecer com a tal novela das 8 descrita no primeiro parágrafo, esse filme é, na

Ops. Filme errado. Risos.

verdade, “Up in the Air”, do Jason Reitman. Para quem fica o dia inteiro com a bunda grudada no sofá se acabando no pay-per-view do Big Brother Brasil e esperando uma puta qualquer desistir de ficar sentada numa gaiola e perder a prova de “resistência”, eu explico: esse é o diretor de “Obrigado por Fumar”. Se você não é culto (a) o bastante, deixa comigo que eu popularizo. Ele dirigiu “Juno”. Ahhhh, agora foi, não foi? Enfim.

George Clooney aparece por aí voando de cidade em cidade demitindo pessoas, acumulando milhas e, ocasionalmente, pegando a Vera Farmiga. Até o dia que ele resolve zoar com o fato de o filme de Arrested Development nunca sair e seu chefe, Michael Bluth, resolve castigá-lo: não só o emprego dele será extinto por culpa da tecnologia, como também ele terá que carregar a coadjuvante de “Crepúsculo” pelo país. Quer dizer, em matéria de crueldade em torturas, Jack Bauer foi completamente ownado.

Continuando, o longa vai muito bem durante quase toda a projeção. Aí o nosso amigo Reitman resolve assistir um pouquinho de novelas globais e pega a síndrome do #cafonafeelings. Pra início de conversa, George Clooney tem que acalmar o Kenny Powers de “Eastbound & Down” porque ele não casar; depois, começa a pensar que é o House durante uma conversa informal que se passa entre os 30 e 35 minutos do episódio no escritório do Wilson e tem uma epifania, motivo suficiente para fazê-lo sair correndo no meio

“A Maria Beltrão te chamou de Vera Formiga.” “Foda-se. Pelo menos tô indicada e ela tá bebendo Devassa com o Wilker às 2 da manhã.”

da tal palestra motivacional que não motiva ninguém; aí a coisa vai para o próximo nível quando a coadjuvante de “Crepúsculo” pede emprego numa outra empresa e o Clooney manda um e-mailzinho carinhoso e sensível sobre como ela é boa no que faz. E quando você pensa que já acabou a breguice, o filme termina com depoimentos reais de pessoas que perderam seus empregos e ficaram completamente perdidos na vida, sem rumo, sem direção e sem qualquer noção sobre quem votar no American Idol, mas que jamais desistiram porque eles têm o carinho e o amor de seus amigos e familiares.

E quando aquele sentimento que faz você querer “Viver a Vida” (hã? hã? entendeu?) te consome por completo, ainda tem a cobertura do bolo: uma gravaçãozinha nos créditos de um homem que comeu a mulher do chefe e foi sumariamente demitido e fez uma linda canção sobre o fato só para aparecer no filme. Apesar de tudo isso, gosto de “Amor Sem Escalas” (oooooooowwwwwwnnnnnn!), o roteiro tem ótimas tiradas, como a referência a “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” e a piadinha do “can, sir”.

Passando para o outro filme do dia, temos “Um Homem Sério”, dos Coen. Não perderei meu precioso tempo explicando quem são os Coen. Se você não sabe quem é, preparei um texto explicativo só pra você. Clica ali naquele X no canto direito da tela que você terá acesso a ele. [...] Pronto, agora que estamos a sós, caros amigos, vamos combinar uma coisa: The Coens keep getting better and better, né? Depois de verem seu filme com o espanhol que usa peruca de Beiçola ganhar mais prêmio do que a quantidade de carros que qualquer Big Brother já conseguiu ganhar e depois de verem sua deliciosíssima comédia com a mulher de um dos dois, com o nazista de “Oz”/pai da Juno e com o Benjamin Button ser completamente esnobada num ano mais fraco que qualquer série da CW, eles voltam com uma outra comédia: dessa vez sobre judeus.

Fato é que o Sr. Coen e o Sr. Coen são judeus e eu não. Agradeço pelas piadas que não entendo.

"Ai, gente, comassim eu fui sorteado no Caminhão do Faustão? É trote, néam? Nem creio, gente. Rsrs."

Ainda assim, a gente nota que os dois sabem que eu não sou judeu e colocaram a personagem principal para não saber uma palavra que compõe a religião dele. Enfim, religião à parte, o cara é um loser, a mulher vai largá-lo por um cara mais chato que o Pedro Bial e a Ana Maria Braga juntos, um coreano safadíssimo tenta subornar ele para passar de ano porque foi idiota o suficiente para pensar que física não tinha matemática, o filho dele é um viciado que deve dinheiro prum traficante gordo que não consegue correr para bater no muleque, a filha dele é uma puta que só quer saber de lavar o cabelo, o irmão dele é um retardado mental que faz coisas nojentas no banheiro, o vizinho dele tenta roubar pedaços do seu terreno, um moço do telemarketing do Bradesco liga para ele todo maldito dia… e mais um monte de outras coisas de loser que agora não me lembro. Tem como não odiar esse cara?

Tudo isso aí de cima, claro, dentro de um roteiro espertíssimo e afiadíssimo dos brothers (os Coen, não os da Globo ou os filhos do Suplicy). Piadinhas tão sutis quanto as alfinetadas da Maria Beltrão na Sandra Bullock durante a transmissão do Oscar (opa, não aconteceu ainda. Esqueci…), situações bizarríssimas que só seriam possíveis num filme coenístico e discussões filosóficas sobre a existência, a vida e a morte para botar qualquer ficção científica de outra dupla de irmãos para ir ler mais um pouco de Platão. E aquela primeira cena com aquele casal esquisito e aquele velho medonho foi uma das coisas mais maravilhosas do cinema esse ano!

(Ia fazer um parágrafo sobre as chances de cada filme no Oscar, mas vou me resumir a dizer que não acho que nenhum dos dois vai ganhar nada. Inclusive, me arrisco a dizer que a zebra vai pintar e que o roteiro de “Amor Sem Escalas” [oooooooowwwwwwnnnnnnn!] vai perder para o de “Preciosa”. Escreve aí. Pode me cobrar!)

***

Amor Sem Escalas (Up in the Air, Jason Reitman, 2009) – 8

Um Homem Sério (A Serious Man, Ethan & Joel Coen, 2009) – 9

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Next time on… “ROAD FROM THE OSCARS”: aquela mulher escrotíssima e sem um pingo de talento que fez aquele filme do ônibus desgovernado fica milionária com as comédias românticas flopadas e resolve adotar um negão para satisfazer suas necessidades. E ainda: o Russell de “Six Feet Under” *__* e o Talahassee de “Zombieland” têm que contar para a Agatha de “Minority Report” que o marido chifrudo dela morreu.

Oscar 2010

A gente vai fingir que o Oscar ainda não aconteceu só pra eu poder terminar de comentar os filmes indicados aqui. Mas, por enquanto, vamos comemorar porque Kathryn Bigelow ganhou! E The Hurt Locker também! Um salve para Gabby Sidibe, que muito cuticutimente bate palmas como uma foca; Meryl Streep, que, como todo ano, perde com graça e estilo; Kate Winslet, que sai do protocolo e é a única apresentadora a dizer “and the Oscar goes to…”; e pro produtor whatshisname banido do prêmio!

I'm queen of the world!

(Piadinha ishperta roubada do @danielns)

I'm gonna strangle you, you fucking bitch!

Bom, é isso. Suck it, Cameron. Die, Bullock, die. Até o ano que vem com mais Meryl Streep perdendo e José Wilker bebíssimo. Ah, by the way, acertei 20 vencedores. Um recorde para qualquer um. Não que alguém se importe.

E lembre-se: quando eu for continuar o ROAD TO THE OSCARS, finja que a cerimônia ainda não aconteceu. Espírito esportivo, moçada!

Road to the Oscars – Parte IV

Então, lembra daquela época que você pedia a tua mãe para te acordar cedo, corria para tomar o Nescau com pão e requeijão e ligava a televisão no SBT a tempo de ver a Mara Maravilha dizer que era “hora do desenho”? Pois é nesse maravilhoso clima nostálgico que a gente começa a quarta parte do ROAD TO THE OSCARS. Hoje com algumas animações indicadas ao prêmio. Temos um velho e sua casa indo para a Venezuela junto com um escoteiro pentelho, uma menina que vai para um mundo paralelo onde todo mundo tem botões nos olhos e um bando de bicho que fala mais rápido do que seu inglês de CCAA consegue acompanhar brigando com fazendeiros velhos, gordos, feios e fedidos. Antes de começar, deixe-me dizer que, mesmo que em níveis diferentes, gosto de todos os três filmes, valeu? OK, let’s go.

Vagamente inspirado em um certo padre.

Começando com “Up – Altas Aventuras”, de Pete Docter.  Não escondo de ninguém que antes de mesmo de assistir eu já amo qualquer coisa que a Pixar faça. Para provar meu ponto, sou fã de, por exemplo, “Carros” e “Vida de Inseto”, filmes normalmente ignorados por cinéfilos insensíveis, malvados e com o coração mais gelado que o do vilão dos Ursinhos Carinhosos. Mas o negócio aqui é “Up – Altas Aventuras”. Um velhinho, Carl Fredricksen, passa a vida inteira sonhando com uma viagem para a América do Sul, que faria com sua esposa. Ela morre e ele decide que fará a viagem antes que ele próprio bata as botas. Ao encher balões e levantar a casa, ele percebe que um menino escoteiro com daddy issues pegou carona.

Há quem diga que as personagens são vazias, há quem diga que a estória não é forte o suficiente, há quem diga que os cenários são simples demais. A essas pessoas, digo: agonizem e morram como uma personagem de filme do Eli Roth. Trata-se de mais uma obra-prima da Pixar, feita de maneira inteligente e sem palhaçadinhas e clichês de filmes cujo público-alvo é o mesmo da Feiurinha. E o que já era sensacional fica muito mais prazeroso quando temos uma trilha tão perfeita como a que Michael Giacchino compôs. Já disse e repetirei: obra-prima.

Garfos com força sobrenatural e bueiros dentro de cozinhas.

Infelizmente, Wes Anderson escolheu um péssimo ano para apresentar seu “Fantástico Sr.Raposo”. Por causa do filme de Pete Docter, as raposas de Anderson, que também protagonizam uma obra-prima, ficam renegadas a segundo plano. Como pontos fortes, um roteiro espertíssimo, com falas rápidas e humor negro e as forças das vozes de Meryl Streep e George Clooney, ambos indicados nas categorias principais de atuação desse ano. Coincidentemente, “O Fantástico Sr. Raposo” também tem uma trilha sonora marcante, composta por Alexandre Desplat. É uma pena que a genialidade produzida por Anderson tenha que bater de frente com um filme da Pixar.

E a outra animação do dia é “Coraline e o Mundo Secreto”, de Henry Selick. Essa, apenas boa. Uma menina chata e irritante que fica enfurecida com os pais e vai parar num mundo alternativo no qual tudo é exatamente a mesma coisa do real, sendo que é tudo

Escotilha de Lost feelings.

diferente, já que os pais são legais e as pessoas têm botões nos olhos. Falando assim até soa meio bosta, mas até que o longa se sai muito bem em tentar nos convencer dessa baboseira toda.

Diferente dos concorrentes, “Coraline” não tem nada de trilha sonora brilhante ou dublagem excelente (desculpa, masTeri Hatcher NÃO DÁ! Volta para Wisteria Lane que você ganha mais, Susan. Ou não) e nada de roteiro genial. Apenas uma boa estória, bem feitinha e que consegue prender a tua atenção até o fim. Divertido, mas nada além disso.

E falando nas indicações desses três filmes, é mais fácil o Pedro Bial perceber a escrotice de seus textos filosóficos do que um filme indicado na categoria principal perder o prêmio de melhor animação, ou seja, esse é de “Up – Altas Aventuras”, que deve bater “Fantástico Sr. Raposo” também na categoria de melhor trilha sonora. A Pixar só deve ficar, de novo, sem a estátua de melhor roteiro original, mas dessa vez por um motivo diferente que o preconceito que tirou o prêmio de “WALL-E” no ano passado, afinal, “Up – Altas Aventuras” briga com “Guerra ao Terror” e “Bastardos Inglórios”, ou seja, valeu a tentativa.

***

Up – Altas Aventuras (Up, 2009) – Nota 10

O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009) – Nota 10

Coraline e o Mundo Secreto (Coraline, 2009) – Nota 8

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Next time on… ROAD TO THE OSCARS: George Clooney sai por aí demitindo pessoas por pura safadeza e tendo ajuda da coadjuvante de “Crepúsculo” e um cara que a gente nunca viu na vida pensa que é um homem sério só porque está num filme dos Coen.

Road to the Oscars – Parte III

Terceira parte do ROAD TO THE OSCARS e hoje abordaremos mais três filmes com indicações ao Oscar. O primeiro é sobre uma mulher desocupada e desiludida cozinhando as receitas de um livro de culinária famoso e sobre a mulher que escreveu o livro de culinária famoso na época em que não era famosa. O segundo longa é um daqueles que você vai assistir já esperando uma merda gigante e não se decepciona. Quer dizer, robôs brigando com a ajuda de um casal idiota não é algo interessante de se ver. Aí resolvem que o longa pode dar uma continuação e cá estamos. E o terceiro filme comentado hoje envolve a África, favelas e extraterrestres. Cortemos o papo e vamos ao que interessa.

Comecemos com “Julie & Julia”, de Nora Ephron. Amy Adams, a Julie, resolve começar um blog para descrever suas experiências culinárias, à medida que vai, num intervalo de um ano, tentando realizar as receitas de uma cozinheira famosa. A cozinheira famosa é Julia, Meryl Streep, que é mostrada lá na época em que a sua avó tinha peitinho duro, quando ainda aprendia a cozinhar e lutava para escrever e publicar seu livro. O longa é bem água com açúcar, mas diverte. Amy Adams consegue a façanha de interpretar exatamente a mesma personagem que interpretou em seus últimos três ou quatro filmes e deixa todas as cenas contemporâneas uma bosta. Sorte nossa que lá na época em que o Botafogo era time grande, Meryl Streep e Stanley Tucci fazem nossa alegria.

O único motivo para estarmos falando sobre “Julie & Julia” aqui é a indicação de Streep na categoria de melhor atriz. A atriz, que já foi indicada 988 milhões de vezes e ganhou uma enorme variedade de duas estatuetas, tem esse ano sua grande chance de ser tri. O motivo: sua principal concorrente na categoria é Sandra Bullock. Tirem suas próprias conclusões. Deixo claro aqui que gostaria demais de ver Stanley Tucci indicado a ator coadjuvante por esse filme, não por “Um Olhar do Paraíso”, por motivos já comentados lá na primeira parte desse super especial.

Mudando de assunto e de filme, vamos a mais um importante e belo representante do cinema como arte. NOT, não é mesmo? Michael Bay, diretor mais odiado de 9 entre 10 cinéfilos, entrega ao mundo a continuação daquela bomba de alguns anos atrás. “Transformers 2: A Vingança dos Derrotados” já começa errado no título. Reparem na redundância daquilo tudo. Enfim, é exatamente a mesma coisa barulhenta cheia de cortes e efeitos visuais sem graça sem estória ou atuações minimamente razoáveis. E já que é uma coisa barulhenta, arrumou uma vaguinha na categoria de melhor som. Penso que tenha sido por pura sacanagem, só para que eu tivesse que gastar um parágrafo inteiro com o longa aqui em nosso amado blog.

E fechando a terceira parte dessa bagaça, temos “Distrito 9”, de Neil Blomkamp. Já disse aqui no blog alguns meses atrás que o longa poderia ser sensacional, mas tem no inexperiente diretor seu ponto fraco. À medida que Blomkamp se confunde na própria narrativa, caga com o filme e com qualquer chance de eu considerá-lo bom. Ainda assim, há a crítica social presente no paralelo feito entre a situação dos extraterrestres e o Apartheid, fato que deixa o filme muito mais assistível.

Sem contar a impressionante parte técnica, com uma montagem empolgante, efeitos visuais de tirar o fôlego e uma maquiagem assustadoramente verossímil e injustamente esnobada nessa lista da Academia. O roteiro, também indicado, é excelente, mas tem tantas chances de vencer quanto Andorra numa Copa do Mundo, o Brasil nas Olimpíadas de Inverno ou um vilão no BBB.

***

Julie & Julia (Idem, 2009) – Nota 8

Transformers 2: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, 2009) – Nota 1

Distrito 9 (District 9, 2009) – Nota 7

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Next time on… ROAD TO THE OSCARS: um velho perto da morte resolve passar o tempo enchendo balões e levando sua casa para um passeio ali na Venezuela, uma menina pentelha que cansou de papai e mamãe e vai pra uma realidade alternativa no melhor estilo Lost e uma família de raposas losers brigando com fazendeiros tão malvados quanto Rita Repulsa.

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